- Documentos históricos do antigo Dops, no centro do Rio de Janeiro, começaram a ser transferidos, nesta terça-feira (31), para o Arquivo Público do Estado (Aperj).
- A transferência atende a recomendação do Ministério Público Federal, emitida em dezembro de 2025, após comprovação de más condições de armazenamento no imóvel.
- O MPF, junto a órgãos estaduais e federais, criou o Grupo de Trabalho Dops para organizar e identificar materiais de maior valor histórico.
- Em novembro de 2025, o antigo prédio do Dops foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional como patrimônio cultural brasileiro.
- A expectativa é transformar o local em memorial às vítimas da violência de Estado, com acesso público e conservação adequada do acervo.
O acervo histórico do antigo prédio do Dops, no centro do Rio de Janeiro, começou a ser transferido nesta terça-feira (31) para o Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (Aperj). A medida atende a recomendação do Ministério Público Federal para assegurar a preservação de registros associadas à ditadura militar.
A iniciativa busca ampliar o acesso público e a proteção de documentos sensíveis. Em vistorias anteriores, o enquadramento foi considerado precário, com documentos armazenados em sacos de lixo e sem identificação adequada, o que motivou a ação do MPF.
A transferência faz parte de um esforço conjunto de órgãos e instituições para a memória histórica do país, com participação do MPF, da Secretaria de Polícia Civil, do Ministério dos Direitos Humanos, Iphan, Aperj, Inepac e representantes da sociedade civil.
Grupo de Trabalho Dops
Sob supervisão técnica do Aperj, o grupo iniciou o tratamento do acervo, com organização de textos e bibliografias e identificação de itens de maior relevância histórica, sobretudo registros de perseguição política e de violações de direitos humanos.
A ação ocorre após o tombamento do antigo prédio do Dops, em novembro de 2025, pelo Iphan como patrimônio cultural brasileiro, reforçando o papel público da memória e da transparência.
Memória
O objetivo é transformar o local em um memorial dedicado às vítimas da violência estatal, mantendo o histórico de prisões, interrogatórios e torturas associadas ao período.
O acervo, agora sob conservação técnica no Aperj, poderá passar por catalogação e disponibilização para consulta pública no futuro, conforme avaliação institucional.
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