- A 1ª reunião ministerial de 2026 de Lula ocorreu no Planalto, começou por volta das 10h30 e marcou a saída oficial de ministros que disputarão as eleições.
- Pelo menos quatorze ministros já comunicaram a saída a partir de hoje, com mais quatro anúncios esperados até quinta-feira; não haverá nomes novos para substituição.
- A orientação é manter a equipe existente e concluir o programa de governo até 31 de dezembro, evitando que ministérios comecem tudo de novo.
- O presidente enfatizou o foco nas eleições, cobrando que o trabalho das pastas seja usado como argumento de campanha e destacando a necessidade de continuidade.
- Ao final, foram anunciados os substitutos de 14 ministérios, incluindo áreas como Transportes, Planejamento, Meio Ambiente, Educação e Casa Civil; Miriam Belchior assume a Casa Civil.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou nesta terça-feira, 31 de março de 2026, a 1ª reunião ministerial de 2026 no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro teve início por volta de 10h30 e marcou a saída oficial de ministros que vão disputar as eleições de outubro. O governo abriu a sala para declarações, com o anúncio de que pelo menos 14 ministros deixarão o governo a partir de hoje, com mais quatro confirmações previstas até quinta-feira (2 abr).
Lula deixou claro que não nomeará substitutos de vazamentos: a ideia é manter a equipe atual e concluir o programa de governo até 31 de dezembro. “Não tem novo programa de governo. A máquina está aí andando, ela tem que continuar andando”, afirmou o presidente durante a abertura da reunião.
Eleições dominaram o tom do discurso. O presidente criticou a perda de seriedade na política e citou custos elevados de campanhas para deputados, segundo relatos ouvidos. Ministras e ministros foram convocados a atuar com foco na contenção de promiscuidade política e na defesa dos resultados obtidos pelo governo.
O vice-presidente Geraldo Alckmin, do PSB, deve deixar o MDIC para disputar novamente a vice-presidência. Simone Tebet, também do PSB, é citada como candidata ao Senado na chapa com Fernando Haddad. Quem permanece recebeu orientação de continuidade sem mudanças radicais.
Rui Costa, presente na abertura, ressaltou a trajetória do governo, destacando avanços como a saída do Brasil do mapa da fome e a redução do desemprego. Também disse que os dados devem ser amplificados para a população.
Dario Durigan, anunciado como novo titular da Fazenda, elogiou Haddad e apontou prioridades para os próximos meses, como a Lei do Devedor Contumaz e o combate ao crime organizado no alto escalão. Ele ainda mencionou medidas para conter o impacto da guerra nos preços do diesel.
Durante a reunião, o governo sinalizou que pretende manter a agenda já em curso e ampliar a divulgação de resultados. Entre os eixos defendidos até o fim do mandato estão: crescimento econômico, justiça tributária, combate ao crime organizado e comunicação de dados oficiais.
Substituições anunciadas
Ao fim do encontro, o Planalto confirmou alterações na equipe. Os ministros que deixam o governo para concorrer nas eleições e os substitutos são:
- Transportes: George Santoro;
- Portos e Aeroportos: Tomé Barros Monteiro da Franca;
- Planejamento e Orçamento: Bruno Moretti;
- Meio Ambiente: João Paulo Ribeiro Capobianco;
- Direitos Humanos e Cidadania: Janine Mello dos Santos;
- Desenvolvimento Agrário: Fernanda Machiaveli;
- Casa Civil: Miriam Belchior;
- Educação: Leonardo Barchini;
- Esporte: Paulo Henrique Cordeiro Perna;
- Cidades: Antônio Vladimir Lima;
- Igualdade Racial: Rachel Barros de Oliveira;
- Povos Indígenas: Eloy Terena;
- Aquicultura e Pesca: Rivetla Edipo Araujo Cruz;
- Agricultura e Pecuária: André de Paula.
Miriam Belchior assume a Casa Civil no lugar de Rui Costa. Dario Durigan já foi confirmado na Fazenda, substituindo Haddad. Bruno Moretti passa a integrar a equipe econômica.
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