- O advogado-geral da União, Jorge Messias, deve ser indicado ao Senado pelo presidente Lula para o STF nesta terça-feira (31).
- A escolha foi anunciada há mais de quatro meses, em 20 de novembro, mas não havia sido formalizada pela falta de apoio entre senadores.
- O nome contrariou os planos do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que defendia Rodrigo Pacheco, o que chegou a gerar crise com o Congresso.
- Messias afirmou que vai manter o diálogo com todos os senadores e buscar pacificação e estabilidade no processo.
- Para ser confirmado, ele precisa passar pela sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e, se aprovado, seguir para votação no plenário do Senado.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, deve ser indicado ao STF pelo presidente Lula nesta terça-feira, dia 31. A nomeação, anunciada há mais de quatro meses, ainda não havia sido formalizada devido a entraves de apoio no Senado. A informação aponta que o envio depende de encaminhamentos oficiais.
Messias disse ao blog que seguirá buscando entendimento entre as forças políticas. No tom do anúncio, ressaltou a importância do diálogo para a pacificação e a estabilidade institucional, mantendo o compromisso com a conciliação no trato de conflitos.
A indicação havia sido anunciada no dia 20 de novembro, mas ficou suspensa por resistência de parte do Senado. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, chegou a defender outro nome, o senador Rodrigo Pacheco, o que gerou descontentamento entre aliados de Alcolumbre.
A resistência no Congresso chegou a provocar uma crise entre o Planalto e o Legislativo. A gestão federal, por sua vez, adiou o envio da mensagem para evitar o risco de derrubada no plenário, segundo apuração de bastidores.
Processo de sabatina
Como próxima etapa, Messias deverá passar pela sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A aprovação na CCJ é essencial para seguir para a votação de confirmação no plenário do Senado.
Caso obtenha aprovação na CCJ, o tema seguirá para análise em plenário. A confirmação dependerá de votos favoráveis entre os senadores, com apoio ainda a ser buscado pela defesa do indicado.
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