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PF mira ex-assessor do STJ em operação contra venda de sentenças

PF deflagra busca contra ex-assessor do STJ; apura atuação para atrapalhar investigações sobre venda de decisões

O ex-assessor Márcio José Toledo Pinto foi indiciado no inquérito de venda de decisões do STJ; na imagem, a sede do tribunal
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  • A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão contra o ex-assessor do STJ, Márcio José Toledo Pinto, suspeito de integrar esquema de venda de decisões judiciais.
  • Toledo foi demitido do STJ em 5 de setembro de 2025 e indiciado pela PF em fevereiro de 2026; a defesa ainda não teve acesso aos autos.
  • A operação foi autorizada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, que negou o pedido de prisão preventiva do ex-assessor.
  • Segundo as investigações, Toledo teria atuado para atrapalhar as apurações, articulando com o empresário Andreson Gonçalves a antecipação de decisões de ministros do STJ.
  • Andreson, apontado como chefe do esquema, já havia sido preso preventivamente; o caso envolve crimes de corrupção, exploração de prestígio, violação de sigilo funcional e organização criminosa.

O ex-assessor do STJ Márcio José Toledo Pinto foi alvo de mandado de busca e apreensão na manhã desta terça-feira, 31 de março de 2026. A ação ocorre em contexto de investigação sobre venda de decisões judiciais. A operação é conduzida pela Polícia Federal.

Toledo foi afastado do cargo em setembro de 2025 e indiciado pela PF em fevereiro de 2026. A defesa afirma não ter tido acesso aos autos que embasaram os pedidos de busca. A PF busca indicar possíveis tentativas de atrapalhar as investigações.

O pedido de busca foi autorizado pelo ministro Cristiano Zanin, relator no STF. A PF apura atuação de Toledo em esquema de venda de sentenças, e aponta possível colaboração com empresários para adiantar decisões de ministros do STJ.

Segundo as investigações, Toledo tería articulado com Andreson Gonçalves a antecipação de decisões de ministros do STJ. A PF classifica crimes de corrupção, exploração de prestígio, violação de sigilo funcional e organização criminosa.

Andreson Gonçalves foi preso preventivamente em novembro de 2024. Em julho de 2025, o IML apontou risco à saúde do empresário, levando a nova prisão decretada pelo STF em dezembro daquele ano. A defesa contesta a continuidade da custódia.

O STF, em fevereiro, manteve a prisão preventiva após nova avaliação. O ministro Zanin ressaltou a necessidade de manifestação da PF sobre eventual continuidade das investigações. A defesa de Andreson disse não haver fundamento para a custódia, conforme o laudo.

SUSPEITOS

Andreson Gonçalves é apontado como chefe do esquema. A PF continua monitorando possíveis desdobramentos da operação. Não foram divulgados detalhes adicionais sobre novas prisões ou medidas cautelares relacionadas a Toledo.

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