- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o Irã e criticou empresários brasileiros do setor de combustíveis que, segundo ele, querem lucrar com a crise dos preços, dizendo haver “muito malandro” no país.
- Lula afirmou que determinou à Polícia Federal e aos Procons estaduais que fiscalizem postos e distribuidoras para apurar aumentos abusivos, mesmo com medidas de contenção em vigor.
- As ações do governo incluem isenção de PIS e Cofins sobre diesel, subvenção aos produtores e acordo com governos estaduais para reduzir ICMS de importação, com each lado arcando com metade do que deixar de arrecadar.
- O presidente destacou que o Brasil importa cerca de trinta por cento do diesel consumido e que a BR Distribuidora, privatizada, deixou de permitir intervenções diretas sobre preços.
- Em outra frente, Lula defendeu o Irã em relação à guerra com Estados Unidos e Israel, ressaltando que o país não possui armas nucleares e citando um acordo de 2010 feito com o Irã.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o Irã na atual crise mundial de combustíveis e criticou empresários brasileiros do setor que, segundo ele, tentam lucrar com a alta dos preços. A declaração ocorreu nesta quarta-feira, em entrevista à TV Cidade de Fortaleza, durante agenda no Nordeste. Ele citou supostas estratégias de some empresários para não repassar reduções de impostos.
Lula afirmou que serão fiscalizados aumentos abusivos de diesel por postos e distribuidoras. A ordem foi dada à Polícia Federal e aos Procons estaduais para apurar eventuais ações de valorização indevida mesmo com medidas de contenção anunciadas pelo governo. O controle inclui isenção de PIS/Cofins, subvenções aos produtores e acordo com governos estaduais para reduzir ICMS de importação.
O presidente ressaltou que o Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido e produz 70% internamente. Ele presenteou dados sobre o papel da BR Distribuidora, estatal que era controlada pela Petrobras antes de ser privatizada, o que, segundo Lula, limitou intervenções de preço após a privatização.
Defesa do Irã
Na entrevista, Lula sustentou que não há produção de armas nucleares no Irã e rememorou um acordo nuclear que, no passado, buscou permitir enriquecimento de urânio de forma pacífica. Ele argumentou que conflitos envolvendo EUA e Israel não se resolvem apenas com ações militares, citando resistência iraniana a ataques.
O presidente também mencionou ter publicado um artigo em jornais estrangeiros criticando a atuação de potências com assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Segundo ele, o Brasil busca reformar o organismo para ampliar a participação deNações emergentes, incluindo o próprio país, desde o início do terceiro mandato.
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