- Em janeiro e fevereiro deste ano, mortes de pessoas por policiais militares em serviço em São Paulo subiram 35,5%, de 76 para 103 vítimas, segundo o Ministério Público do Estado de São Paulo.
- Os dados são do Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial do MPSP, com informações repassadas pelas polícias Civil e Militar.
- De 2019 a 2022 houve queda nessas ocorrências, de 720 para 262, mas desde 2023 o número vem subindo: 357 mortes em 2023, 653 em 2024 e 703 no ano seguinte.
- O advogado Ariel de Castro Alves, presidente de honra do Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo, diz que a gestão atual representa escalada da violência policial e retrocesso em direitos humanos.
- A violência é atribuída principalmente a jovens pobres e negros de bairros periféricos, com críticas à atuação policial e ao controle de denúncias e câmeras corporais.
O número de mortes causadas por policiais militares em serviço aumentou 35,5% no 1º bimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2024. Saíram de 76 para 103 vítimas no estado de São Paulo, conforme relatório dinâmico do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP).
O levantamento é divulgado pelo Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial do MPSP, com dados repassados pelas polícias Civil e Militar, conforme determinação legal e orientação da Secretaria de Segurança Pública.
O documento aponta que houve queda na letalidade policial entre 2019 e 2022, quando os registros passaram de 720 para 262. Em 2023, sob a gestão atual, ocorreram 357 mortes, um aumento de 95 em relação a 2022. Em 2024, o total chegou a 653, alta de 83% ante o ano anterior, e em 2025 houve 703 registros.
A atual escalada é associada ao governo de Tarcísio de Freitas, segundo a análise do Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo. O presidente de honra do grupo e membro da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP aponta retrocesso nos direitos humanos e maior sensação de insegurança pública.
Segundo o representante, a violência policial afeta principalmente jovens pobres e negros de áreas periféricas. Ele cita ainda que a atuação estatal tem sido marcada pela resistência a câmeras corporais, denúncias e órgãos de controle, o que, na visão dele, contribui para a escalada de violência.
Apoio institucional e resposta a críticas permanecem em debate. O MPSP reforça a importância de controles externos e da transparência na coleta de dados, enquanto defensores dos direitos humanos pedem medidas mais firmes para reduzir a letalidade policial.
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