- Ex-ministro Silvio Almeida declarou inocência após a denúncia da PGR ao STF por importunação sexual contra a ministra Anielle Franco, com a tramitação em sigilo.
- A acusação envolve comportamento relatado desde a transição de governo, no fim de 2022, segundo Anielle Franco; a PF já indiciou Almeida em novembro de 2024.
- Almeida publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que as acusações são mentiras e que apresentará sua versão no Judiciário.
- O ex-ministro criticou a forma como foi demitido pelo presidente Lula, alegando falta de direito à defesa na ocasião.
- Ele disse que pretende usar o processo para demonstrar que a luta das mulheres por direitos foi usada politicamente para afastá-lo.
Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos no governo Lula, declarou inocência após a denúncia apresentada pela PGR ao STF por importunação sexual contra a ministra Anielle Franco. A denúncia chegou ao STF em 4 de março e tramita em segredo de justiça, sob a relatoria do ministro André Mendonça.
Anielle Franco relatou à Polícia Federal ter passado por comportamentos inadequados desde o fim de 2022, durante o período de transição de governo. Em 2024, a PF indiciou Almeida pelo possível crime de importunação sexual.
O ex-ministro informou, por meio de vídeo divulgado nas redes sociais, que aguardará a oportunidade de apresentar sua versão no Judiciário e que respeita o sigilo da investigação. Ele afirmou que pretende se defender plenamente.
Almeida também criticou a forma pela qual foi afastado do cargo, em meio a pressão interna e externa, garantindo que a demissão não respeitou o direito à defesa. Ele comentou que a decisão teve impacto na vida pública e política dele.
A defesa de Almeida, por sua vez, deve apresentar os argumentos e as provas nos autos do processo. O caso envolve, além da acusação, o contexto institucional e as consequências políticas do episódio.
Entre na conversa da comunidade