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Tarcísio critica debate sobre fim da jornada 6×1 em ano eleitoral

Tarcísio denuncia populismo na proposta 6x1 em ano eleitoral; debate envolve produtividade, salários e impacto no emprego, enquanto Correios adota 12x36

Governador defende que debate inclua discussão sobre produtividade e flexibilidade. (Foto: Joao Valério/Governo de São Paulo)
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  • O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, criticou a discussão sobre fim da jornada 6×1 em pleno ano eleitoral, durante jantar com empresários do grupo Mercado e Opinião, nesta terça-feira (31).
  • Ele chamou a pauta de populista e questionou se esse tema deveria ser debatido no ano eleitoral.
  • A proposta de extinguir a escala de seis dias de trabalho para um dia de folga tem críticas do setor produtivo, mas é vista como estratégia pelo Planalto.
  • A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) é uma das vozes da pauta no Congresso, defendendo desoneração do empregador para proteger o trabalhador.
  • Os Correios anunciaram a adoção da escala 12×36 em algumas funções, na tentativa de recuperar um rombo de 10 bilhões de reais, o que resulta em jornadas maiores no mês, mas com 15 dias de folga.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), criticou a discussão sobre a extinção da jornada 6×1 em ano eleitoral, chamando o tema de populista. O comentário foi feito durante um jantar com empresários do grupo Mercado e Opinião nesta terça-feira (31).

Segundo ele, discutir mudanças trabalhistas no ano político pode atender a interesses oportunistas. O governador sugeriu que o tema exige cautela e avaliação responsável, destacando a necessidade de priorizar temas relevantes e de impacto real para a população.

A proposta de reduzir a jornada de seis dias para um único dia de folga tem gerado críticas de entidades do setor produtivo, que questionam impactos sobre salários e empregos. No entanto, o Planalto tem visto o assunto como estratégico em ano eleitoral, com defesa de setores da base governista no Congresso.

A deputada Erika Hilton (PSOL-SP), uma das vozes da pauta no Legislativo, defende a discussão de como manter salários e empregos caso haja redução da carga horária. Em resposta, o posicionamento do governador enfatiza que qualquer medida precisa considerar produtividade e sustentabilidade econômica.

Sinal de mudança no setor público

Em contraste com o debate sobre redução da jornada, o setor público avança com ajustes para recompor finanças. Os Correios anunciaram a adoção da escala 12×36 em algumas funções, como parte de medidas para enfrentar um rombo de aproximadamente R$ 10 bilhões.

Nessa escala, o trabalhador atua em dias alternados, resultando em jornadas superiores às oito horas diárias, apesar de proporcionar 15 dias de folga mensais. A mudança busca reorganizar custos e operações, com impactos ainda a serem avaliados pela avaliação de desempenho e produtividade.

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