- Valdemar Costa Neto elogiou a indicação de Jorge Messias ao STF, dizendo que ele é um “camarada de bem” apesar de parecer estar “fechado” com Lula.
- O presidente do PL afirmou que Messias está entre os melhores nomes que Lula tem e que o Senado deve aprovar, dizendo que “não têm o que falar do Messias”.
- Ele explicou que Lula costuma indicar pessoas de confiança para a Corte, comparando com a indicação de Cristiano Zanin.
- Valdemar criticou o que chamou de contribuição de Bolsonaro para fortalecer o ministro Alexandre de Moraes, citando episódios como a divulgação da gravação da reunião ministerial e a recusa de indicar Alexandre Ramagem.
- Sobre a prisão na Operação Tempus Veritatis, Valdemar disse ter ficado chateado, manteve boa relação com Moraes antes, mas não mais; foi solto em 10 de fevereiro mediante medidas cautelares.
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, elogiou a indicação de Jorge Messias ao STF nesta quarta-feira (1º). Mesmo reconhecendo que Messias está alinhado com o governo, ele o classificou como um “camarada de bem” e ressaltou que Lula costuma indicar nomes de confiança para a Corte.
O dirigente avalia Messias como um dos melhores nomes disponíveis. Em entrevista ao portal Metrópoles, Valdemar afirmou que o Senado tem maioria para aprovar a indicação e disse que não há argumentos para contestar o nome.
Para o PL, o conjunto de informações indica que Messias é próximo ao PT, mas o presidente do partido descartou defender o nome, reforçando que a bancada não tem o que reclamar da escolha. Valdemar mencionou ainda a comparação com a indicação de Cristiano Zanin.
Relação com Moraes e prisão
Valdemar criticou o papel do governo anterior na expansão do poder do ministro Alexandre de Moraes, afirmando que o ex-presidente Bolsonaro contribuiu ao ceder em episódios como a divulgação de uma gravação de reunião ministerial, o que embasou ações da PF. Ele citou a Operação Tempus Veritatis como exemplo.
O ex-aliado relatou que manteve uma “boa relação” com Moraes e com Gilmar Mendes, mas disse ter pulado a curto prazo da relação com Moraes após a prisão. Em fevereiro de 2024, Valdemar foi alvo de busca e apreensão na operação que investiga a suposta tentativa de golpe de Estado. Ele foi solto dois dias depois, com medidas cautelares.
mesmo que tenha ficado chateado com Moraes, o presidente do PL afirmou que não ataca o ministro e prefere evitar falar do Supremo para não gerar atritos com aliados.
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