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Lula diz que ninguém vai mudar o PIX após relatório de Trump

Lula defende o Pix em Salvador após relatório dos EUA que critica o sistema de pagamentos e aponta riscos a empresas privadas

Lula rebateu críticas feitas por relatório do governo americano
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  • Lula afirmou que o Pix é do Brasil e que ninguém vai fazer o país mudar o sistema, durante cerimônia sobre mobilidade urbana em salvador.
  • Disse que o Pix pode ser aprimorado, mantendo a soberania tecnológica do Brasil no setor financeiro.
  • O relatório da Casa Branca, divulgado no dia anterior, critica o Pix e aponta risco para empresas privadas de pagamentos eletrônicos.
  • O documento cita a chamada “taxa das blusinhas” sobre importações de baixo valor e falhas no combate à pirataria, mencionando ainda a Rua 25 de Março.
  • O relatório sustenta que o modelo brasileiro pode favorecer a plataforma estatal em detrimento de fornecedores americanos de serviços de pagamento; aponta suposto tratamento preferencial pelo Banco Central, com uso obrigatório do Pix para instituições com mais de 500 mil contas.

Foi durante cerimônia sobre mobilidade urbana em Salvador que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o Pix, insistindo na soberania tecnológica do Brasil e na ideia de aprimorar o sistema. Ele afirmou que ninguém vai forçar mudanças no Pix pelo serviço que ele presta à sociedade.

O relatório divulgado pela Casa Branca na quarta-feira aponta críticas ao Pix e cita impactos potenciais para grandes plataformas privadas de pagamento. O documento também menciona a chamada taxa das blusinhas e falhas no combate à pirataria como temas relevantes em relação ao comércio.

Segundo o texto, há preocupações de atores dos Estados Unidos de que o Banco Central possa oferecer tratamento privilegiado ao Pix, o que colocaria fornecedores estrangeiros em desvantagem. O relatório também afirma que o Pix é exigido para instituições financeiras com mais de 500 mil contas.

Contexto do relatório

O relatório ressalta que o modelo de pagamentos brasileiro pode favorecer a plataforma estatal em detrimento de empresas privadas estrangeiras. A Casa Branca afirma que tais vantagens seriam um obstáculo para concorrência justa no setor de pagamentos eletrônicos.

A administração americana aponta preocupações sobre impactos regulatórios e concorrenciais, sem apresentar medidas específicas. O documento também cita casos de uso do Pix em diferentes segmentos do varejo e serviços.

O governo brasileiro não detalhou respostas oficiais ao conteúdo do relatório, mas reiterou o objetivo de ampliar a inclusão financeira. A Casa Branca não apresentou prazo para novas ações ou sanções relacionadas ao tema.

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