- A janela partidária terminou na sexta-feira, 3, com cerca de 120 movimentações entre os 513 deputados; o PL ampliou sua bancada para 100 deputados, tornando-se a maior da Câmara.
- O União Brasil saiu com perdas de 28 deputados, ganhou 21 filiações novas e passou a ter 51 membros, mantendo-se como a terceira maior bancada.
- O PT manteve estabilidade, chegando a 67 deputados, mesmo com a saída simbólica de Luizianne Lins; o partido permanece em segundo lugar.
- No Senado, houve movimentos relevantes: PSD perdeu três integrantes; PL ganhou dois senadores (Moro e Efraim Filho) vindos do União Brasil; houve saídas e chegadas entre PSDB e outros grupos.
- A desincompatibilização acelerou a corrida: onze governadores deixaram os cargos para disputar o Senado ou outros cargos; quatro nomes de destaque passaram a disputar a reeleição e sete governadores terminaram o mandato sem buscar novo cargo.
Em reunião de fim de janela partidária, a Câmara e o Senado passaram por reorganização expressiva. Ao todo, 120 deputados mudaram de sigla entre 513, em meio à pré-campanha de 2026.
O PL foi o principal ganhador, consolidando 100 deputados e assegurando a maior bancada na Câmara. A legenda recuperou espaço e amplia poder de negociação nas disputas pela Presidência e pelo Senado.
Já o União Brasil registrou saída de 28 deputados, compensada por 21 novas filiações. Mesmo com perdas, a sigla segue como terceira maior força, com 51 parlamentares, fortalecendo a federação com o PP.
O PT manteve relativa estabilidade, registrando 67 deputados, apesar da saída simbólica de Luizianne Lins. O partido sustenta a segunda maior bancada e compensou com adesões indiretas na montagem de alianças.
O movimento também evidenciou mudanças regionais e ajustes eleitorais. O PSDB teve saldo positivo; o PDT encolheu. PSD, PP e Republicanos permaneceram estáveis, adotando estratégias cautelosas para o pleito.
Entre os destaques, o Podemos teve o maior crescimento, de 15 para 27 deputados, com 13 entradas e uma saída. Outros grandes partidos mantiveram força, orientados pela perspectiva de alianças futuras.
No Senado, a movimentação ocorreu sem as mesmas restrições da janela para cargos majoritários, mas foi influenciada por estratégias regionais e nacionais. O PSD perdeu três senadores, enquanto o PL ganhou dois nomes vindos do União Brasil.
A desincompatibilização de cargos, encerrada recentemente, acelerou a corrida eleitoral nos estados. Onze governadores deixaram o mandato para disputar vagas no Senado, abrindo espaço para mudanças locais.
Entre os nomes, Ronaldo Caiado e Romeu Zema anunciaram pré-candidaturas à Presidência. Oito ex-governadores pretendem disputar o Senado, incluindo Wilson Lima, que anunciou a saída de última hora. Cláudio Castro tenta o Senado, porém com inelegibilidade.
No âmbito federal, houve saída de 16 ministros para concorrer às eleições, reforçando a estratégia de alianças. Candidaturas ao Senado por São Paulo envolvem Marina Silva e Simone Tebet, apontando para o núcleo da chapa do governo.
A movimentação sinaliza que a eleição de 2026 tende a definir não apenas o presidente, mas o controle do Congresso e a direção das políticas públicas. O redesenho das forças políticas indica disputas estruturais por poder e recursos.
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