- O presidente Lula determinou a retirada de Alexandre Silveira da disputa pelo Senado em Minas Gerais.
- Em troca, pode haver destravamento da indicação de Jorge Messias para o STF, acordo negado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
- Silveira seria candidato ao Senado ao lado de Marília Campos (PT-MG) e Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que se filiou ao PSB para disputar o governo mineiro.
- Mesmo com as tratativas, Silveira não se desincompatibilizou do Ministério de Minas e Energia e permanece à frente da pasta.
- Fontes próximas às negociações afirmam que a retirada de Silveira do palanque integrado a Lula teria sido uma exigência de Alcolumbre, o que ele nega.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a retirada do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, da corrida ao Senado em Minas Gerais. Em contrapartida, vence a expectativa de destravar a indicação de Jorge Messias ao STF, segundo apuração de assessores próximos aos gabinetes.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, estaria envolvido nas tratativas para facilitar a nomeação de Messias. Ele nega qualquer acordo, afirmando que nunca houve trato com Lula sobre o tema.
Pelo menos duas informações foram discutidas: Silveira sair da disputa pelo Senado e a sinalização de que Messias pode avançar no STF. As conversas teriam ocorrido em meio a tensões entre Poderes.
Silveira seria candidato ao Senado ao lado de Marília Campos, ex-prefeita de Contagem, segundo a chapa que incluiria Rodrigo Pacheco, que se filiou ao PSB para disputar o governo de Minas.
Entretanto, após as tratativas, Silveira não se desincompatibilizou do cargo e permanece à frente do Ministério de Minas e Energia. O quadro segue sem definição final sobre a composição das candidaturas mineiras.
Desdobramentos
Interessados afirmam que a retirada de Silveira do palanque presidencial seria condição para destravar Messias no STF, mantendo a relação entre os Poderes em ponto de atenção. A situação continua em negociação.
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