- Pesquisa do Paraná Pesquisas, divulgada em 30 de março, aponta Flávio Bolsonaro com 45,2% e Lula com 44,1% no cenário de segundo turno.
- Em São Paulo, pesquisa Atlas/Estadão, publicada em 1º de abril, mostra Flávio com 49% e Lula com 44% no mesmo cenário.
- Diante do cenário, Lula passou a adotar tom mais agressivo, incentivando ministros e aliados a críticas ao adversário e centrando o “pacote de bondades” na campanha.
- Governo discute coordenação de comunicação após críticas internas sobre a forma de divulgar ações, com mudanças anunciadas para ampliar a divulgação de obras e entregas.
- Analistas avaliam que programas sociais continuam relevantes, mas com peso menor isoladamente; a polarização e a abrangência do eleitorado tornam difícil vitória de estratégia única.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mudou de tom na disputa eleitoral após o avanço do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas. A leitura foi de maior agressividade na defesa do governo e de um foco maior no que é chamado de pacote de bondades. A ideia é contrapor o crescimento de Flávio na dianteira.
Segundo levantamentos, Flávio Bolsonaro liderava em cenários de segundo turno, com 45,2% ante 44,1% de Lula, conforme pesquisa Paraná Pesquisas divulgada em 30 de março. Em São Paulo, o maior colégio eleitoral, a diferença favorável a Flávio também aparece na Atlas/Estadão, com 49% a 44%.
Essa percepção levou o Planalto a orientar ministros e dirigentes do PT a atuarem de forma mais proativa. Em reunião ministerial, Lula pediu maior visibilidade para as ações do governo e maior engajamento das equipes, buscando defender as medidas já anunciadas.
Reforço de defesa e comunicação
O pedido inclui que ministros disputem espaço no debate público, destacando realizações e ampliando a presença pública da gestão. O objetivo é associar políticas sociais a ganhos percebidos pela população e reduzir a distância para o adversário.
Dentro do PT, houve percepção de insatisfação com a comunicação atual. O presidente do partido, Edinho Silva, cobrou maior alinhamento entre a bancada e a estratégia pública, citando o PL, de Flávio, como referência em atuação jurídica e comunicação.
Alguns aliados comentam que a sigla enfrenta dificuldades de diálogo com a sociedade, em meio ao acirramento político. O PT reconhece o momento desafiador, mas mantém o foco na campanha associando ações governamentais à gestão.
Avaliação de programas sociais
Analistas divergem sobre o peso eleitoral dos programas sociais no momento. Um cientista político aponta que políticas públicas continuam relevantes, mas não com a mesma força de antes. A composição do resultado depende de alcançar diferentes grupos da população.
Especialistas destacam que a fragmentação do eleitorado e expectativas variáveis reduzem o impacto isolado de medidas como o Bolsa Família ou o Gás para o Povo. O desafio é direcionar políticas para diversos componentes da sociedade.
Economia segue como componente, mas não atua sozinha na decisão de voto. A polarização amplia a busca por candidatos que expressem valores distintos, tornando difícil depender de uma única política pública para mobilizar o eleitorado.
Metodologias dos levantamentos
A pesquisa Paraná Pesquisas ouviu 2.080 eleitores entre 25 e 28 de março de 2026, com 95% de confiança e margem de erro de 2,2 pontos. Registro TSE BR-00873/2026.
A Atlas/Estadão, com 2.254 entrevistas em São Paulo entre 24 e 27 de março, tem margem de erro de 2 pontos e também 95% de confiança. Registro TSE BR-01079/2026.
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