- O PL prepara uma pesquisa de intenção de voto para orientar a indicação ao Senado em São Paulo, diante de divergências entre Tarcísio de Freitas e a família Bolsonaro.
- O governador defende Andre do Prado como segundo nome na chapa, ao lado de Guilherme Derrite (PP), atual secretário de Segurança.
- Eduardo Bolsonaro era o favorito para a vaga, mas tornou-se réu pelo STF em processo que envolve coação e pode perder direitos políticos; o grupo bolsonarista aponta Mario Frias como alternativa.
- Aliados de Jair Bolsonaro indicam Coronel Mello (PL), vice-prefeito de São Paulo, como opção para compor a chapa com Ricardo Nunes (MDB), devido à atuação independente dele na prefeitura.
- Em meio ao impasse, surge Renato Bolsonaro, irmão de Jair, como possibilidade caso não haja acordo; ele afirma disponibilidade, sem agir ativamente pela nomeação, mantendo-se pré-candidato a deputado federal.
A disputa pela indicação ao Senado pelo Partido Liberal (PL) em São Paulo aguçou entre o governo estadual e a família Bolsonaro. A legenda avalia nomes para compor a chapa, enquanto uma pesquisa interna visa esclarecer o cenário de intenções de voto.
O governador Tarcísio de Freitas tem defendido André do Prado, atual presidente da Assembleia Legislativa de SP, como segundo nome na chapa ao lado do ex-secretário Guilherme Derrite. Prado é visto como capaz de atrair eleitores de centro.
Entre os apoiadores de Prado, também há o interesse de alavancar votos de prefeitos e deputados estaduais, além de ampliar o engajamento da campanha à reeleição. Prado preside a Alesp desde 2023.
Disputa interna entre bolsonaristas
Eduardo Bolsonaro, segundo aliados do ex-presidente, era o nome natural para a disputa, mas tornou-se réu no STF por coação processual, o que pode afastá-lo da corrida. A expectativa aponta para Mario Frias como outra opção interna.
Os bolsonaristas indicam o vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello, como candidato ao Senado, apoiado pela cúpula da sigla. A atuação independente de Mello na prefeitura fortalece esse cenário junto à coalizão de Nunes.
A cada cenário, o partido consideraria um nome de consenso para conter impasses. O empresário Renato Bolsonaro foi citado como opção caso não haja acordo, embora afirme não atuar pela candidatura.
Perspectiva da direção do PL
Renato Bolsonaro sinalizou disponibilidade para disputar, mas afirmou estar apenas como pré-candidato a deputado federal. A legenda avalia o melhor caminho para manter coesão e ampliar chances na eleição. Fontes indicam que a pesquisa interna já começou.
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