- A janela partidária, encerrada no fim de semana, reforçou a direita na Câmara e trouxe perdas ao Centrão e à base do governo Lula.
- O Partido Liberal (PL) teve o maior saldo de filiações, passando de cerca de oitenta e sete deputados para setenta e nove, chegando a noventa e setenta e sete. Houve entrada de aproximadamente vinte deputados e saída de sete.
- União Brasil foi o principal afetado entre os Centrão: nove deputados migraram para o PL, e houve saldo negativo de quatorze, com perdas adicionais para o Podemos e o Republicanos; o PP terminou com quarenta e nove membros.
- A base governista, formada por PT, PCdoB e PV, manteve cerca de oitenta e um deputados na federação; PT permaneceu com setenta e seis, PSB subiu para vinte, e PDT foi uma das maiores perdas, caindo de dezesseis para nove.
- Especialistas ressaltam que o movimento pode sinalizar antecipação da disputa de 2026, fortalecendo o PL e criando ambiente para uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro, mas o cenário permanece em aberto e dependente de alianças até as convenções.
A janela partidária, encerrada no último fim de semana, reforçou a presença da direita na Câmara e provocou perdas para o Centrão e para a base do governo Lula. O PL consolidou-se como maior bancada, com 97 deputados, após ganhar cerca de 20 filiações e perder 7. A mudança reforça a atuação do PL como principal força de oposição.
Antes da janela, o PL tinha cerca de 87 parlamentares. Com as novas filiações, a bancada subiu para 97, segundo levantamento da Gazeta do Povo com dados oficiais da Câmara, partidos e parlamentares. O saldo final oficial deve ser confirmado pela Mesa da Câmara nos próximos dias.
O relatório aponta que dissidências concentraram-se no Centrão, especialmente no União Brasil, que teve nove deputados indo ao PL. Ao todo, o União Brasil registrou 25 saídas e 11 entradas, com saldo negativo de 14. Outros parlamentares migraram para o Podemos e o Republicanos.
Crescimento do PL e impactos no Centrão
A migração de quadros reduziu a força de aliados do governo na Câmara, com o PP perdendo alguns membros e ficando com 49 representantes. A federação União Progressista, ligada a Rueda e ao senador Ciro Nogueira, também vivenciou tensões internas ante a ascensão do PL.
Para especialistas, o cenário favorece a eventual candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, mas não garante definição de alianças. O crescimento do PL é visto como resultado de recursos, visibilidade e organização, além de refletir o ciclo eleitoral de 2026.
Base governista e equilíbrio no plenário
No campo governista, o PT manteve a bancada estável em 67 deputados após perdas pontuais, como a filiação de uma deputada à Rede e a entrada de outro parlamentar vindo do PSOL. A base aliada, ainda assim, mostrou-se capaz de manter coesão e barrar grandes ampliações de atuação.
Entre aliados, o PSB teve saldo positivo, chegando a 20 cadeiras, ao reter e ampliar espaços. O PDT sofreu forte queda, passando de 16 para 9 deputados, sinalizando reorganização entre forças de esquerda para o ciclo eleitoral. O movimento geral indica maior polarização política para 2026, com efeitos ainda incertos sobre alianças e votações no Congresso.
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