- Kassab, presidente do PSD, disse que se a candidatura de Caiado chegar a 15% das intenções de voto, “está ótimo”.
- Em painel no 12º Fórum Anual de Investimentos do Bradesco BBI, ele destacou a importância de ter essa alternativa, mesmo que para perder.
- Caiado foi escolhido pré-candidato do PSD após disputa com Ratinho Júnior e Eduardo Leite; Kassab afirma que ele será “a melhor via” da disputa.
- Kassab mencionou que, caso Caiado vença, o primeiro ato seria conceder anistia a condenados por atos golpistas, incluindo Jair Bolsonaro; citou que as rejeições a Lula e a candidatura de Bolsonaro passam de quarenta por cento.
- O PSD aponta três meses para Caiado chegar a dez por cento e trabalha para que chegue a esse patamar até o fim de junho, com a convenção em julho para a campanha.
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta terça-feira (7) que, se a candidatura presidencial da chamada “terceira via” encampada pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, atingir 15% das intenções de voto, “está ótimo”. A declaração ocorreu durante painel no 12º Fórum Anual de Investimentos do Bradesco BBI.
Kassab ressaltou a importância de uma alternativa ao cenário atual, mesmo com a possibilidade de não seguir ao segundo turno. Segundo ele, o Brasil precisa ter opções para demonstrar que há propostas alternativas viáveis.
Candidatura de Caiado
Caiado foi definido como pré-candidato do PSD após disputar a indicação com os governadores Ratinho Júnior (PR) e Eduardo Leite (RS). O dirigente afirmou que o candidato será “a melhor via” para o pleito.
Ao anunciar a pré-candidatura, Caiado informou que o primeiro ato de seu governo seria conceder anistia a condenados por atos golpistas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Kassab afirmou que o propósito da candidatura é contribuir para melhorar o país, sem vaidade.
Desafios e metas do PSD
Kassab indicou um prazo de três meses para Caiado alcançar 10% de apoio e avaliou a possibilidade de chegar a esse patamar até o fim de junho. Também mencionou que, com convenções em julho, uma campanha consolidada nesse patamar seria viável.
Segundo o presidente do PSD, o voto no Lula é volátil: parte dos eleitores com 40% de apoio pode oscilar, assim como ocorre com Flávio Bolsonaro. A partir dessa fluidez, ele disse existir uma janela de possibilidade para a terceira via.
Kassab comentou ainda sobre a situação fiscal do país, defendendo uma reforma administrativa para reduzir o tamanho do Estado e ampliar privatizações. A proposta visaria liberar recursos para infraestrutura, saúde e educação, sem elevar a carga tributária. Ele também criticou o PT, apontando aumento do peso do Estado na condução econômica.
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