- O ministro André Mendonça defendeu maior contenção de magistrados e um grau de recatamento, during discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo, ao receber o Colar de Honra ao Mérito Legislativo.
- Disse que a credibilidade do Judiciário depende do comportamento individual, evitando ações que comprometam a confiança pública dos cidadãos.
- O discurso ocorre em um momento de tensão no STF, com 12 pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes e Dias Toffoli após o caso Banco Master, além de relatos de viagens de integrantes da Corte em aviões ligados a empresas associadas a Daniel Vorcaro.
- Mendonça listou princípios da atuação: imparcialidade, integridade, responsabilidade e busca pelo que é certo, ressaltando que o magistrado não deve privilegiar amigos nem perseguir inimigos.
- Ao final, mencionou o ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, como possível indicado ao STF, desejando que ele possa deixar a AGU para estar com ele no Supremo; enfatizou que o magistrado deve ter apenas o interesse de fazer o que é certo.
André Mendonça, ministro do STF, defendeu nesta segunda-feira, 6 de abril de 2026, que magistrados adotem maior contenção em atos públicos. A fala ocorreu durante discurso na Assembleia Legislativa de São Paulo, na entrega do Colar de Honra ao Mérito Legislativo.
Ele afirmou que a credibilidade do Judiciário depende do comportamento individual dos magistrados, destacando a necessidade de se evitar ações que possam abalar a confiança da sociedade. O recatamento foi apresentado como requisito.
O ministro enfatizou que o cargo impõe deveres acima de prerrogativas e ressaltou a importância de uma atuação prudente. Mendonça destacou princípios como imparcialidade, integridade, responsabilidade e a busca pelo que é certo.
Contexto institucional
As declarações ocorrem em meio a questionamentos sobre o STF, com 12 pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes e Dias Toffoli após desdobramentos envolvendo o Banco Master. Também houve informações sobre viagens de ministros em aviões de empresas ligadas a um ex-banqueiro.
Mendonça comentou, ainda, o desgaste recente do Judiciário e citou o ministro Jorge Messias, da AGU, como potencial indicado ao STF. O ministro afirmou que gostaria de vê-lo no tribunal, caso haja motivo válido para a mudança.
Fecho da intervenção
Ao encerrar, Mendonça reforçou o papel do magistrado, afirmando que o único interesse da magistratura é fazer o que é certo. A fala reforçou a linha de atuação pública com foco na credibilidade institucional.
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