- O Conselho Superior do Ministério Público Federal aprovou a indicação de Paulo Thadeu Gomes da Silva para chefiar a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) pelo próximo biênio.
- Thadeu Gomes substituirá Nicolao Dino na PFDC; a indicação foi apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, com parecer favorável do relator Alexandre Camanho de Assis.
- A PFDC ficará responsável por acompanhar investigações de possíveis irregularidades na operação que resultou na chacina do Complexo do Alemão, ocorrida em outubro de dois mil e vinte e cinco, além de casos de disseminação de conteúdos misóginos nas redes e de ações no STF sobre cotas raciais em Santa Catarina.
- A PFDC atua na fiscalização de decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil; Thadeu Gomes atuava como procurador adjunto e atua em conflitos fundiários, reservas ambientais e indígenas.
- Em quinze de novembro de dois mil e vinte e cinco, Nicolao Dino abriu procedimento para apurar violações de direitos humanos durante a operação Contenção, que resultou na morte de cento e vinte e dois pessoas.
O Conselho Superior do MPF aprovou hoje a indicação de Paulo Thadeu Gomes da Silva para a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, PFDC, pelo próximo biênio. A escolha substitui Nicolao Dino, que deixa o cargo em maio. A decisão ocorreu de forma oficial nesta terça-feira.
Thadeu Gomes, até então procurador adjunto, assume a PFDC responsável por monitorar violações de direitos humanos ligadas à chacina no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, ocorrida em outubro de 2025. A sugestão partiu do procurador-geral da República, Paulo Gonet, com parecer favorável do relator Alexandre Camanho de Assis.
Entre as atribuições da PFDC está acompanhar investigações sobre uso de redes sociais para conteúdos misóginos e monitorar ações no STF que tratam de cotas raciais em universidades de Santa Catarina. A atuação inclui fiscalização de decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil.
Chacina no RJ
Em 7 de novembro de 2025, Nicolao Dino abriu procedimento para apurar possíveis violações de direitos humanos durante a operação Contenção, que resultou na morte de 122 pessoas. O MPRJ informou que a atuação da PFDC gerou debates sobre responsabilização de agentes públicos.
O chefe do MPRJ, Antonio José Campos Moreira, criticou a atuação da PFDC durante evento em Brasília em novembro de 2025, apontando divergências com a direção do órgão. As declarações, na ocasião, marcaram o embate institucional no tema.
Entre na conversa da comunidade