Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Relatório da PEC da aposentadoria compulsória acelera afastamento de magistrados

Relatora diz que fim da aposentadoria compulsória acelera punição de magistrados; relatório é "vacina" contra demora, com votação prevista para quarta-feira

Senadora Eliziane Gama (PT-MA), relatora da PEC da aposentadoria compulsória — Foto: Reprodução
0:00
Carregando...
0:00
  • A senadora Eliziane Gama, relatora da PEC que acaba com a aposentadoria compulsória, diz que o relatório é “uma vacina” contra a demora para afastar magistrados.
  • Ela afirmou que o texto retira o transitado em julgado e que a punição poderá ocorrer mais rapidamente se a PEC for aprovada conforme apresentado.
  • A entrevista ocorreu no Estúdio i da Globonews, e a votação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado está prevista para quarta-feira, 8.
  • A PEC, proposta por Flávio Dino em fevereiro de 2024, busca retirar a aposentadoria compulsória como sanção para juízes, militares e membros do Ministério Público.
  • O projeto propõe substituir a aposentadoria por penalidades como perda de cargo ou demissão em caso de faltas graves, mantendo a Loman como referência para a disciplina da magistratura.

A senadora Eliziane Gama (PT-MA) afirmou que o relatório final da PEC que acaba com a aposentadoria compulsória funciona como uma vacina contra a demora para afastar magistrados. A declaração foi dada em entrevista ao Estúdio i da Globonews nesta terça-feira (7). A CCJ do Senado analisa o projeto, cuja votação está prevista para a quarta (8).

Gama é a relatora da PEC na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Segundo ela, o relatório elimina o elemento transitado em julgado, permitindo ações mais rápidas para punir magistrados. A parlamentar destacou que a rapidez do processo depende da aprovação do texto conforme apresentado.

A proposta, apresentada por Flávio Dino em fevereiro de 2024, almeja terminar com a aposentadoria compulsória como sanção para juízes, militares e integrantes do Ministério Público. O texto prevê que, em faltas graves, a sanção será a perda do cargo ou demissão, conforme a lei disciplinadora da carreira.

Contexto da proposta

Antes de 2019, a Constituição autorizava a aposentadoria por interesse público, com decisão de tribunais e CNJ após ampla defesa. Em 2019, houve reforma que retirou a menção constitucional à aposentadoria compulsória, mantendo a previsão na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman).

A Loman estabelece a aposentadoria compulsória como uma das penas disciplinares máximas aplicáveis a magistrados. A proposta em análise busca alinhar a punição ao regime disciplinar, retirando a referência à aposentadoria compulsória da esfera constitucional.

Aspectos institucionais

A Advocacia-Geral da União atua em casos envolvendo magistrados federais, enquanto as procuradorias estaduais cuidam de casos envolvendo magistrados da Justiça estadual. Não houve alteração de procedimentos até a decisão do ministro com relação à atuação dos tribunais, que seguem a Loman e resoluções do CNJ.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais