- O Superior Tribunal de Justiça formou maioria para reincluir o ex-presidente da Vale, Fábio Schvartsman, na ação criminal sobre o rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais.
- O relator, ministro Ribeiro Dantas, votou contra a reinclusão; a maioria entendeu que a decisão de excluir Schvartsman foi equivocada.
- A tragédia deixou 270 mortos e milhares de desabrigados, sendo um dos maiores desastres ambientais do Brasil.
- Schvartsman presidiu a Vale entre 2017 e 2019 e é visto como responsável pela gestão da barragem de rejeitos.
- A Vale afirmou que continuará colaborando com as investigações e que adotou medidas para fortalecer a segurança de suas barragens.
O Superior Tribunal de Justiça formou maioria nesta quarta-feira (7) para reincluir o ex-presidente da Vale, Fábio Schvartsman, na ação criminal que investiga o rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, ocorrido em janeiro de 2019. A decisão permite que ele responda novamente pelos crimes de responsabilidade relacionados ao caso.
A votação foi iniciada com o relator, ministro Ribeiro Dantas, divergindo ao entender que a reinclusão não deveria ocorrer. A maioria, contudo, entendeu que houve erro ao excluir Schvartsman do processo, e ele volta a figurar entre os réus.
O rompimento da barragem causou 270 mortes e deixou milhares de desabrigados e desalojados. A tragédia é recordada como uma das maiores catástrofes ambientais do Brasil, impactando comunidades da região e o setor de mineração.
Fábio Schvartsman foi presidente da Vale entre 2017 e 2019, e já ocupou cargos de liderança na empresa. A gestão da barragem envolvida é apontada nas investigações como parte de responsabilidades atribuídas aos gestores da época.
Avanço no processo
A Vale afirmou que continuará colaborando com as investigações e mencionou que adotou medidas para reforçar a segurança de suas barragens. representantes da empresa destacam o compromisso com a melhoria de controles e a prevenção de incidentes.
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