- A Spirit Aviation encerrou operações; todos os voos foram cancelados e passageiros receberam orientação para não ir ao aeroporto, após não conseguir acordo de financiamento com o governo de Donald Trump.
- O governo dos EUA chegou a discutir oferecer US$ 500 milhões em garantias para adquirir até 90% da empresa, mas os credores não aceitaram.
- O secretário de Transportes, Sean Duffy, disse que a decisão final cabia aos credores, com um grupo incluindo Citadel resistindo aos termos propostos.
- Como apoio, diversas companhias aéreas — United Airlines, Delta Air Lines, American Airlines, Southwest Airlines e JetBlue Airways — concordaram em limitar tarifas para clientes afetados.
- A Spirit possuía hubs em Fort Lauderdale, Orlando e Las Vegas; o colapso ocorreu em meio a pressões por custos elevados de combustível, potencialmente agravados por o conflito no Oriente Médio.
A Spirit Aviation encerrou todas as operações após não fechar acordo de resgate com o governo dos EUA. A medida levou ao cancelamento de todos os voos e ao alerta para que passageiros não comparecessem aos aeroportos. A notícia, apurada pela Bloomberg, aponta dificuldades financeiras já antecendentes e o peso do preço do combustível.
Segundo a empresa, manter o negócio exigiria centenas de milhões de dólares adicionais em liquidez, recurso que não estava disponível nem possível de obter. O CEO Dave Davis afirmou que o desfecho não era desejado por nenhuma das partes e reforçou a gravidade da situação.
Esforços de resgate e credores
O governo avaliou fornecer até US$ 500 milhões em garantia para comprar até 90% da Spirit, caso a empresa saísse da recuperação judicial. No entanto, os credores não aceitariam a condição, o que inviabilizou o acordo. Um dos grupos negociadores teria apresentado uma contraproposta, segundo fontes próximas às tratativas.
O secretário de Transportes, Sean Duffy, disse que o governo não ficou surpreso com a decisão dos credores e afirmou que autoridades estavam preparadas para as consequências. Ele destacou que o objetivo era evitar prejuízos para passageiros e comunidades ligadas à Spirit.
Contexto financeiro e impactos operacionais
A Spirit, com hubs importantes em Fort Lauderdale, Orlando e Las Vegas, já enfrentava pressões desde o pedido de proteção contra credores (Chapter 11) feito em agosto. O aumento recente dos custos de combustível, agravado por fatores geopolíticos, acelerou o risco de liquidação.
Duffy informou que companhias aéreas parceiras como United, Delta, American, Southwest e JetBlue concordaram em limitar tarifas para passageiros afetados, para manter acesso às rotas e facilitar realocação de funcionários. A iniciativa buscou evitar impactos maiores nos voos remanescentes.
Panorama setorial e posicionamentos
O debate sobre intervenções governamentais em empresas em dificuldade gerou reações de parlamentares de ambos os lados. Diversas entidades do setor defendem apoio financeiro para o setor de baixo custo diante da alta de combustíveis, enquanto críticos alertam para uso de recursos públicos em situações específicas.
A situação da Spirit ocorre em meio a disputas regulatórias anteriores, inclusive ações do Departamento de Justiça envolvendo a fusão com a JetBlue que foram bloqueadas por decisão judicial. As tratativas desse episódio e do contexto anterior influenciaram as narrativas sobre resgates setoriais.
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