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Câmara aprova projeto que aumenta multa por adulteração de combustíveis

Projeto aumenta multas para combustíveis adulterados; pena mínima passa a R$ 94 mil e máxima pode chegar a R$ 4,7 milhões, com criação de nova taxa de fiscalização

Uma gota de gasolina cai do bico de uma bomba de combustível em um posto de gasolina em Vélizy-Villacoublay, perto de Paris. — Foto: Alain Jocard/AFP
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  • A Câmara dos Deputados aprovou projeto que aumenta as multas para combustíveis adulterados ou fora do padrão, sob responsabilidade da Agência Nacional do Petróleo (ANP), e segue para o Senado.
  • A pena mínima para falsificar, prestar declarações inverídicas ou adulterar registros da venda de combustíveis passou de R$ 20 mil para R$ 94 mil; a pena máxima pode chegar a R$ 4,7 milhões.
  • A construção ou operação de instalações de maneira ilegal terá multa entre R$ 23 mil e R$ 9,4 milhões, frente aos R$ 5 mil a R$ 2 milhões atuais.
  • O texto estabelece critérios para o valor das multas, considerando gravidade, vantagem obtida, porte econômico da empresa, reincidência e cooperação para corrigir a irregularidade; também restringe interferência judicial em decisões técnicas da ANP.
  • A proposta cria uma nova taxa para fiscalização dos combustíveis e atualiza valores de taxas já existentes; a quantia exata ainda não foi divulgada.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira 8 um projeto de lei que aumenta as multas para a comercialização de combustíveis adulterados ou fora do padrão reconhecido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A medida busca fortalecer a fiscalização e elevar a responsabilização de quem atua no setor.

Entre as mudanças, a pena mínima para falsificar, prestar declarações falsas ou adulterar registros de venda de combustíveis passa de 20 mil para 94 mil reais. A pena máxima pode subir de 1 milhão para até 4,7 milhões de reais, conforme a gravidade do caso. Instalações ilegais também passam a ter multas que vão de 23 mil a 9,4 milhões de reais.

O texto ainda estabelece critérios para a fixação do valor das multas pela ANP, levando em conta danos, vantagem obtida pelo infrator, porte econômico da empresa, reincidência e cooperação na regularização. Além disso, restringe a atuação do Judiciário em decisões técnicas da agência, inclusive em outorgas e tarifas.

Nova taxa

O projeto cria uma nova taxa para financiamento da fiscalização de combustíveis, além de atualizar valores de taxas já existentes. Os montantes ainda não foram divulgados. A defesa do texto destaca que os recursos atenderão à qualificação de técnicos e ao aprimoramento da fiscalização da ANP.

Deputados que apresentaram o projeto ressaltaram a importância de ampliar a capacidade de fiscalização da ANP, com melhoria de infraestrutura e treinamento técnico. A proposta agora seguirá para análise do Senado.

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