- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, presta depoimento hoje à CPI do Crime Organizado sobre a atuação do BC no caso Banco Master e indícios de irregularidades envolvendo o dono da instituição, Daniel Vorcaro.
- O Banco Master foi liquidado pelo BC em novembro do ano passado, um dia após Vorcaro ser alvo de operação da Polícia Federal por fraudes financeiras.
- O convite a Galípolo foi aprovado após requerimento do senador Eduardo Girão, que aponta dúvidas sobre uma reunião dele com Vorcaro e o presidente Lula no Palácio do Planalto.
- Roberto Campos Neto, ex-presidente do BC, foi convocado pela CPI, mas falta pela terceira vez; ele atuou entre 2019 e 2025, período em que surgiram as primeiras suspeitas sobre o Master.
- Campos Neto já foi convocado três vezes: inicialmente em 3 de março (convocação convertida em convite pelo STF, sem comparecimento), em 31 de março (novas tentativas), e nesta quarta-feira (8) sem atender novamente.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, presta depoimento nesta quarta-feira (8) na CPI do Crime Organizado. O encontro ocorre em Brasília, com o objetivo de esclarecer a atuação do BC no caso do Banco Master e a possível participação de Daniel Vorcaro em práticas criminosas. A oitiva é realizada na abertura da sessão de investigação, que investiga operações ligadas ao setor financeiro.
O Banco Master foi liquidado pelo BC em novembro do ano passado, um dia após a Polícia Federal deflagrar operação contra Vorcaro por fraudes financeiras. A instituição era alvo de suspeitas de vender carteiras de crédito sem garantias, ou “podres”, segundo a CPI.
O convite a Galípolo foi aprovado a partir de requerimento do senador Eduardo Girão (Novo-CE). O parlamentar sustenta que a oitiva é necessária após distinguir que Galípolo teria se reunido com Vorcaro e com o presidente Lula no Planalto, levantando dúvidas sobre a finalidade institucional da reunião.
Campos Neto falta pela 3ª vez
Roberto Campos Neto foi convocado a depor pela terceira vez, mas não compareceu. Ele esteve à frente do BC entre 2019 e 2025, período em que surgiram as primeiras suspeitas contra o Master. O relator descreveu Campos Neto como testemunha qualificada para esclarecer critérios de idoneidade de controladores de bancos e a suposta demora do BC em investigar indícios de fraudes envolvendo Vorcaro.
A CPI já havia tentado ouvir Campos Neto em três ocasiões. A primeira tentativa ocorreu em 3 de março, quando a convocação foi convertida em convite por determinação do STF e ele não compareceu. Em 31 de março houve nova tentativa, com o mesmo requerimento, que também não foi atendida. Na sessão de 8 de abril, os parlamentares aprovaram novo requerimento de convocação, que também não foi cumprido.
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