- O governo nega recuo e afirma que enviará um Projeto de Lei com regime de urgência para acabar com a escala 6×1, mantendo diálogo com o presidente da Câmara, Hugo Motta.
- Motta indicou que o governo teria desistido de enviar o projeto, o que gerou atrito; palácio sustenta que não houve mudança de estratégia e mantém o envio do PL.
- O plano é encaminhar o PL com urgência constitucional, que pode travar a pauta da Câmara se não for votado em até quarenta e cinco dias.
- Há divisão interna no governo sobre a melhor estratégia; a Secretaria de Relações Institucionais avalia que o anúncio antecipado contribuiu para a reação de Motta, e o ritmo na CCJ será acompanhado de perto.
- Lula espera que a proposta seja votada até maio; Motta se comprometeu a pautar a CCJ na próxima semana, e, se o Congresso avançar rapidamente, pode perder força o envio de um projeto próprio.
O Planalto mantém a posição de enviar um Projeto de Lei com regime de urgência para pôr fim à escala 6×1, apesar de sinais de cautela nos bastidores. A estratégia visa acelerar a votação e ampliou o diálogo com o presidente da Câmara, Hugo Motta, para evitar entraves.
A tensão entre governo e Câmara ganhou contornos quando Motta sugeriu que o governo poderia abrir mão do envio do PL e apoiar a PEC na CCJ. Ministros palacianos negaram a leitura de recuo e destacaram a continuidade da linha de defesa pelo envio do projeto.
Apesar da defesa oficial, há divisão interna no governo sobre a melhor tática. Fontes da SRI avaliam que anunciar o envio em regime de urgência antes da avaliação da CCJ foi precipitado e contribuiu para a reação de Motta.
A estratégia é acompanhar o ritmo da CCJ antes de decidir sobre o próximo passo. A ideia é manter o movimento alinhado com Motta, que prometeu pautar a CCJ na próxima semana. Em seguida, caberá definir o calendário na comissão especial e no plenário.
O Planalto acredita que a votação da proposta pode ocorrer até maio, desde que o Congresso mantenha o ritmo. Caso contrário, a avaliação interna é de que o envio de um projeto próprio pode perder força.
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