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Silveira diz ser avesso a empresas totalmente públicas

Ministro defende capital misto em empresas estratégicas e comenta saída de diretor da Petrobras após críticas de Lula, destacando esforços para frear alta de combustíveis

Silveira afirmou que empresas com participação pública e privada conseguem responder melhor a momentos de crise e preservar interesses nacionais
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  • O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse ser contrário a empresas totalmente públicas e defendeu o modelo de capital misto.
  • Ele afirmou que companhias com participação da União são mais eficientes e estratégicas, equilibrando mercado e atuação do Estado.
  • A declaração foi feita durante o Latam Energy Week 2026, no Rio, nesta quarta-feira, 8 de abril de 2026.
  • Silveira comentou a saída de Claudio Romeo Schlosser da Petrobras, após críticas feitas por Lula, dizendo que o presidente agiu correto.
  • O ministro afirmou que o governo trabalha para conter os efeitos da alta internacional dos combustíveis, buscando evitar repasses diretos aos preços ao consumidor.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse durante o Latam Energy Week 2026, no Rio de Janeiro, que é contrário a modelos de empresas 100% estatais. Ele defende que o capital misto, com participação da União, é mais eficiente e estrategicamente adequado ao país.

Silveira argumenta que a presença do Estado em sociedade com o setor privado ajuda a manter o equilíbrio entre desempenho de mercado e objetivos estratégicos. Segundo ele, empresas com participação pública e privada podem responder com mais agilidade a crises e proteger interesses nacionais.

O ministro voltou a defender o modelo de capital misto como caminho “mais funcional” para o setor energético, afastando a ideia de que apenas o controle estatal seria suficiente para a governança de recursos e infraestrutura.

Saída de diretor da Petrobras

Silveira comentou a destituição de Claudio Romeo Schlosser do cargo de diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras. Schlosser supervisionou, em 31 de março, o leilão do gás de cozinha (GLP), que resultou em preços acima dos valores de referência, o que gerou críticas ao evento.

O episódio gerou reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que avaliou o ocorrido como motivo de indignação e levou à substituição do diretor dias depois. O ministro afirmou que a medida permitiu aos caminhos da estatal seguirem a atuação correta diante do episódio.

Silveira acrescentou que o governo busca neutralizar os efeitos da alta internacional de combustíveis sobre os preços no Brasil. Ele ressaltou que conflitos externos têm pressionado o mercado de energia, mas o objetivo é evitar repasses diretos ao consumidor.

Tudo o que depende do presidente e de sua equipe está em andamento para que gasolina, diesel e GLP cheguem a preços compatíveis com a realidade da sociedade brasileira, afirmou o ministro.

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