- A deputada Tabata Amaral (PSB-SP) apresentou o PL 1.424/2026 para definir antissemitismo e orientar políticas públicas, com o objetivo de romper tabus na educação.
- Ela afirma que o projeto não cria novo crime e que antissemitismo já é crime no Brasil, definindo a prática de forma amplamente aceita internacionalmente e destacando a diferença entre críticas ao Estado de Israel e preconceito contra judeus.
- Tabata disse que comunidades judaicas no Brasil sofrem perseguição e discriminação, citando casos recentes no Rio de Janeiro envolvendo um bar multado por proibir a entrada de cidadãos dos Estados Unidos e de Israel, e uma padaria cuja conduta também foi denunciada pelo Ministério Público.
- Ela comentou o recuo de oito parlamentares que haviam assinado o projeto, dizendo lamentar que direitos humanos passe a depender da posição política entre direita e esquerda.
- Em outra pauta, Tabata mencionou a ampliação da licença-paternidade e comentou as metas do Plano Nacional de Educação, que prevê investir dez por cento do PIB em educação até 2036, destacando a necessidade de maior compromisso com a área.
Um projeto de lei apresentado no Congresso Nacional, no dia 26 de março, propõe definir antissemitismo para orientar políticas públicas nacionais. A autora é a deputada Tabata Amaral, do PSB-SP, em parceria com o PL 1.424/2026. A pauta ganhou exclusividade para o Link News.
Tabata afirma que a finalidade do texto é romper tabus por meio de políticas educacionais contra o preconceito contra judeus. Segundo ela, o projeto não cria novo crime nem altera a lei vigente; o antissemitismo já é crime no Brasil.
Ela destaca que a definição proposta é consensuada internacionalmente e separa críticas ao Estado de Israel de ataques a comunidades judaicas. A deputada diz que o último fim de semana revelou que comunidades judaicas no Brasil sofrem perseguição e discriminação.
Casos recentes e reação pública
Um bar no Rio de Janeiro foi multado após exibir uma placa proibindo a entrada de cidadãos dos Estados Unidos e de Israel. O Ministério Público classificou o caso, junto com uma ocorrência em uma padaria, como crime, reforçando a necessidade de fiscalização e combate ao preconceito.
Tabata também comentou o recuo de oito parlamentares que tinham assinado o projeto, lamentando que debates de direitos humanos acabem sendo vistos por linhas partidárias, o que, segundo ela, dificulta a defesa de proteção a minorias.
Outras pautas da deputada
Na entrevista, a deputada tratou da ampliação da licença-paternidade, projeto que diz acompanhar com orgulho. Também comentou metas do Plano Nacional de Educação, que prevê investimento de 10% do PIB em educação até 2036, apontando a necessidade de maior compromisso com a educação.
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