- Edinho Silva, presidente do PT, criticou o uso de prisões para pressionar investigados a firmar acordos de delação premiada.
- Ele afirmou que a delação é instrumento legítimo, mas não pode ser distorcido nem usado como coação.
- O dirigente defendeu a revisão do modelo de delação no país e a discussão sobre mudanças na legislação.
- Também pediu reformas mais amplas no sistema político e no Judiciário, defendendo uma reforma eleitoral que priorize projetos partidários.
- O jantar promovido pelo Grupo Esfera, em São Paulo, contou com a presença do presidente do PSD, Kassab, e reuniu empresários e representantes da sociedade civil.
O presidente do PT, Edinho Silva, criticou o uso de prisões para pressionar investigados a delatar. A declaração foi feita durante um jantar-debate promovido pelo Grupo Esfera, em São Paulo, na quinta-feira, 9 de abril de 2026.
Edinho afirmou que a delação é um instrumento legítimo, mas não pode ser distorcido. Segundo ele, não se pode prender alguém para obter que essa pessoa faça uma delação. O objetivo é que a delação auxilie a apuração de crimes, sem servir de coação.
O dirigente também defendeu debates institucionais e possíveis mudanças na legislação, apontando que o modelo político brasileiro está falindo e precisa de reformas. Ele citou a necessidade de uma reforma eleitoral que valorize projetos partidários.
Participantes e contexto
O jantar contou com a presença de Gilberto Kassab, presidente do PSD, além de empresários e representantes da sociedade civil. O encontro abordou cenários político e econômico do país, com foco em reformas estruturais e no aperfeiçoamento do sistema de delações premiadas.
Relevância institucional
Edinho enfatizou que o tema demanda debate dentro de instituições formais e pode nortear mudanças futuras no arcabouço legal. A íntegra das falas sugere abertura para ajustes no uso de mecanismos de cooperação com a Justiça.
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