- Lula afirmou que a esquerda defende a dignidade de viver bem da maioria, que muitas vezes fica em silêncio, durante a sanção de três projetos de lei para proteção de mulheres no Planalto.
- O presidente disse que, aos olhos da sociedade, pessoas da esquerda podem ser chamadas de “desaforadas”, e cumprimentou deputadas e deputados pela atuação.
- Em agosto de 2025, Lula disse que será “cada vez mais esquerdista e socialista” em reunião do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea).
- Ele disse que educação é o caminho para reduzir a violência de gênero e que leis precisam ser acompanhadas de um projeto educando os violentos.
- Os três Projetos de Lei sancionados foram: monitoramento eletrônico para agressores em casos de violência doméstica (PL 2942/2024), alteração da Lei Maria da Penha para incluir violência vicária (PL 3880/2024) e o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência às Mulheres Indígenas (PL 1020/2023).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a esquerda defende a dignidade de viver bem da maioria, muitas vezes em silêncio. A declaração aconteceu no Palácio do Planalto, durante a sanção de três projetos de proteção à mulher, nesta quinta-feira, 9 de abril de 2026.
Lula ressaltou que, ao apresentar propostas, os parlamentares são rotulados como “desaforados” por parte da sociedade. Ele disse que pessoas de esquerda costumam enfrentar esse julgamento e citou movimentos vinculados ao PT, Psol e PCdoB.
Ainda durante o evento, o presidente voltou a falar sobre sua tendência política. Em agosto de 2025, ele disse que seria cada vez mais esquerdista e socialista, reforçando que o Brasil pode fazer mais para melhorar a situação do país.
Projetos sancionados
- PL 2942/2024: prevê monitoramento eletrônico de agressores em casos de violência doméstica.
- PL 3880/2024: amplia a Lei Maria da Penha com a violência vicária, o assassinato de filhos ou parentes como punição a mulheres.
- PL 1020/2023: institui o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência às Mulheres Indígenas.
A cerimônia contou com a presença de autoridades e convidados. Entre elas estavam a primeira-dama Janja da Silva; Miriam Belchior, da Casa Civil; Eloy Terena, dos Povos Indígenas; Wellington César Lima e Silva, da Justiça; Janine Mello, dos Direitos Humanos.
Também participaram Sônia Guajajara (Psol-SP), deputada e ex-ministra dos Povos Indígenas; Célia Xakriabá (Psol-MG), deputada; Fernanda Melchionna (Psol-RS), deputada; e Leila Barros (PDT-DF), senadora.
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