- Aliados de Flávio Bolsonaro começaram a testar nomes de mulheres como possíveis vice na chapa.
- Nomes como Simone Marquetto (PP‑SP) e Clarissa Tércio (PP‑PE) têm sido ventilados em reuniões.
- A ideia é ampliar a base feminina e reduzir a rejeição entre eleitores desse sexo; pode haver pesquisas internas com várias opções.
- Clarissa Tércio é evangélica e nordestina; Tereza Cristina (PP‑MS) seria a vice “dos sonhos”, mas ainda não confirmou interesse.
- Até agora, nenhum convite foi formalizado e a decisão deve sair apenas a partir de junho.
Aliados de Flávio Bolsonaro trabalham testando nomes de mulheres para compor a vice-presidência da chapa dele. A estratégia visa ampliar a base feminina de apoio ao pré-candidato do PL e reduzir a rejeição nesse grupo.
Entre as possibilidades discutidas surgem as deputadas Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE). A avaliação é ouvir o eleitorado feminino e o meio político para medir a receptividade de cada nome. Pesquisas internas podem ser encomendadas.
O entorno de Flávio entende que ter uma mulher na vice traria maior proximidade com esse segmento do eleitorado, especialmente se a indicada tiver perfil conservador e, se possível, for evangélica ou católica. Clarissa Tércio atua na Assembleia de Deus e é nordestina.
Clarissa Tércio afirmou à CNN que aprecia o trabalho da família Bolsonaro e poderia considerar o convite se fosse feito, mas não houve negociação prévia. Ela pretende disputar a reeleição à Câmara dos Deputados.
Sobre Simone Marquetto, Flávio já destacou publicamente que a considera uma excelente opção, citando-a como um quadro de valor, embora o conhecimento seja recente. Não houve confirmação de convite formal.
A ideia de indicar uma senadora está sobre a mesa, com Tereza Cristina (PP-MS) como uma das referências para o posto. No entanto, ela tem sinalizado resistência à vice e teme focar na reeleição ao Senado. Flávio comentou em evento de agro que a possibilidade é considerada.
Além de ampliar o alcance feminino, a estratégia também envolve avaliar sinais de receptividade entre o público conservador e seguidores do agro, recorte lembrado por aliados. A repetição de nomes busca manter opções em aberto.
Entre os nomes discutidos, também circula a possibilidade de Romeu Zema (Novo) receber atenção para o papel de vice, pela base eleitoral de Minas Gerais. Mesmo assim, os aliados reconhecem que ainda é cedo para decisões formais.
Até o momento, nenhum convite foi formalizado. As conversas avançam, porém, com expectativa de que definições ocorram a partir de junho, quando o processo de montagem da chapa tende a ganhar ritmo.
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