- O ex-presidente Michel Temer afirmou à CNN que não deu nenhuma orientação ao ministro do STF Alexandre de Moraes sobre o caso Master, dizendo que Moraes decide por conta própria.
- Temer enfatizou que, se houver sugestões, o presidente pode ouvi-las, mas a decisão é exclusivamente do ministro.
- A declaração ocorre na mesma semana em que Lula afirmou ter orientado Moraes a se declarar desimpedido no julgamento do caso Master.
- Temer classificou a questão do Banco Master como desastrosa para as campanhas políticas e para o quadro institucional do país.
Michel Temer (MDB) negou nesta sexta-feira (10) ter dado qualquer tipo de orientação ao ministro do STF Alexandre de Moraes sobre a tramitação do caso Master. Em entrevista à CNN, o ex-presidente afirmou que Moraes decide por conta própria, conhecendo bem a forma como o magistrado atua.
Temer sustenta que eventual sugestão do presidente da República pode ser ouvida, mas que a decisão final é de Moraes. O ex-chefe de Estado enfatizou que não atribui a Moraes qualquer orientação ou recomendação que pudesse influenciar o julgamento.
A declaração ocorre em meio a discussões sobre o caso Master e suas implicações. O tema tem sido pauta de campanhas políticas em formação, segundo Temer, que classificou a situação como desastrosa para o quadro institucional do país.
Contexto e desdobramentos
Segundo Temer, a decisão de Moraes é autônoma. A ideia de que o chefe do Executivo possa influenciar decisões no STF não foi reconhecida pelo ex-presidente.
A cobertura atual também envolve menções a conversas anteriores entre o presidente Lula e Moraes sobre o tema, com o objetivo de esclarecer sinais de impedimento no julgamento. O episódio envolve o papel de Viviane Barci de Moraes e a defesa de instituições financeiras, incluindo o Banco Master.
Esses desdobramentos, afirma Temer, não devem trazer alterações significativas para o funcionamento institucional, mas podem impactar o cenário político em construção para as próximas eleições. A entrevista foi veiculada pela emissora norte-americana, com foco nas repercussões para a governabilidade.
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