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Castro viaja em avião de empresa ligada a Vorcaro para Libertadores no Peru

Viagem de Cláudio Castro ao Peru para a final da Libertadores, em avião sob gestão de empresa ligada a Vorcaro, é alvo de investigações por indícios de corrupção

Cláudio Castro (PL) viajou em avião de empresa ligada a Vorcaro para assistir à final da Libertadores no Peru. — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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  • Ex-governador Claudio Castro viajou ao Peru com a família para acompanhar a final da Libertadores no dia 28 de novembro, em avião cuja gestão é da Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços Ltda.
  • Segundo a Polícia Federal, a Prime teria ligação com Daniel Vorcaro, alvo de investigações, e a operação envolve apontes de corrupção no caso Master.
  • À bordo estavam 12 passageiros, entre eles a primeira dama do Rio, o senador Weverton Rocha e o advogado Willer Tomaz; Castro nega qualquer relação entre a viagem e investimentos públicos.
  • RioPrevidência investiu cerca de 1 bilhão de reais no Banco Master, enquanto a Cedae aplicou aproximadamente 200 milhões; as operações foram questionadas tecnicamente e investigadas pela PF.
  • O filho de Willer Tomaz e o empresário Arthur Martins de Figueiredo aparecem nas investigações por ligação com Vorcaro e com a Prime; Castro afirma que conhecia os envolvidos apenas de eventos e nega ter tratado do tema RioPrevidência com o Indiciado Deives Marcon Antunes.

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), viajou ao Peru com a família para acompanhar a final da Libertadores em novembro de 2025. O voo ocorreu em um avião cuja gestão é feita pela Prime Aviation Táxi Aéreo e Serviços Ltda. Segundo apurações, a empresa tem ligação com o empresário Daniel Vorcaro, alvo de investigações da Polícia Federal.

Ao todo, 12 passageiros estavam a bordo, entre Castro, a primeira-dama do estado e convidados. Além deles, estavam o advogado Willer Tomaz e o senador Weverton Rocha. Castro disse não conhecer Arthur Martins de Figueiredo, sócio da Prime, e afirmou que viajou a convite de Tomaz, descartando qualquer relação com Vorcaro.

A defesa do ex-governador também destacou que não houve influência de investimentos públicos do governo na operação. Relatos apontam que a RioPrevidência aplicou cerca de 1 bilhão de reais em CDBs do Banco Master, decisão considerada de alto risco. A Cedae também teria aplicado aproximadamente 200 milhões no mesmo banco durante a gestão de Castro.

O avião utilizado pertence à Prime, que atua na gestão de aeronaves, e tem como um dos sócios Arthur Martins de Figueiredo. Investigações apontam participação de Arthur em fundos ligados a Vorcaro, com comunicações apreendidas pela PF sugerindo que ele serviços de apoio financeiro favoreciam Vorcaro. Defesas negam envolvimento direto de Arthur com Vorcaro ou com as operações da RioPrevidência.

Willer Tomaz confirmou ser cliente da Prime, mas afirmou desconhecer Arthur e Vorcaro. Disse ainda que a viagem foi organizada com a participação de Castro e que o dono do avião é Willer, segundo o depoimento do ex-governador. O senador Weverton Rocha não retornou as tentativas de contato da reportagem.

As apurações sobre as ligações entre empresas de aviação, investidores e figuras políticas foram detalhadas na operação Quasar, que mira esquemas de lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta envolvendo o setor de combustíveis. As informações já constam nos autos que tramitaram no STF, sob relatoria do ministro André Mendonça.

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