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Maré precisa de ações integradas de saneamento, diz ONG

Organização não governamental defende ações integradas de esgoto, água, drenagem e lixo na Maré; menos de um por cento do esgoto é tratado e há investimento de R$ 120 milhões

Lixão à beira da Baía de Guanabara, na comunidade Novo Pinheiro, antes conhecida como Salsa e Merengue
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  • ONG Redes da Maré defende uma solução integrada de saneamento no Complexo da Maré, envolvendo esgoto, água, drenagem e coleta de lixo, com participação e transparência da comunidade.
  • Aproximadamente 200 mil moradores sofrem com saneamento precário na região, que cresceu sem infraestrutura adequada e enfrentou desigualdade na urbanização.
  • Menos de 1% do esgoto produzido na Maré é tratado em estações próximas; grande parte é despejada em canais que deságuam na Baía de Guanabara.
  • A concessionária Águas do Rio anunciou investimento de R$ 120 milhões na Maré para modernizar o abastecimento, ampliar ligações à rede de esgoto e instalar nova tubulação de captura e tratamento.
  • O PAC Periferia Viva prevê melhorias na coleta de lixo com cinco ecopontos e caixas compactadoras, além de um Parque Linear em Novo Pinheiro, substituindo depósito irregular e ampliando área de lazer.

O saneamento básico no Complexo da Maré demanda ações integradas que envolvam esgotamento sanitário, abastecimento de água, drenagem e coleta de lixo. A avaliação é de Maurício Dutra, coordenador da Redes da Maré, que também defende transparência e participação da comunidade nas obras.

A organização, que atua na comunidade desde a década de 1980, estima que cerca de 200 mil moradores convivam com o saneamento precário. A Maré reúne 16 favelas, originadas de ocupações próximas à Baía de Guanabara, resultado de desigualdade histórica na urbanização da cidade.

Segundo Dutra, o esgoto é em grande parte despejado em canais e valões que deságuam na Baía de Guanabara, com menos de 1% do sistema sendo tratado próximo aos domicílios. A Maré precisa de políticas públicas que acompanhem o crescimento populacional e as chuvas intensas.

Recentemente, a concessionária Águas do Rio anunciou investimentos de 120 milhões de reais na região. A meta é modernizar o abastecimento, ampliar ligações à rede de esgoto e instalar uma nova tubulação para capturar rejeitos para tratamento.

A empresa vê o tronco coletor como parte de uma visão macro de saneamento, associada à gestão de alagamentos e resíduos sólidos. A Redes da Maré cobra atuação mais efetiva da prefeitura do Rio para avançar nessas frentes.

A Maré também encara o desafio da coleta de lixo. O PAC Periferia Viva, com participação da prefeitura, prevê a instalação de cinco ecopontos com caixas compactadoras para descarte 24 horas, substituindo depósitos irregulares na região.

Um dos ecopontos está previsto para Novo Pinheiro, antiga Salsa e Merengue, com a construção de uma área urbanizada que incluirá lazer e parquinho infantil, substituindo o descarte irregular às margens da Baía de Guanabara.

De acordo com a prefeitura, as obras do Parque Linear estão em fase de contratação. O projeto faz parte da estratégia de melhoria da infraestrutura e do ambiente urbano da Maré.

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