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Polícia do RS usa algoritmo para ampliar proteção a mulheres

Com 24 vítimas no primeiro trimestre de 2026, aumento de 50% frente a 2025, a Brigada Militar implementa algoritmo de roteirização para ampliar proteção às mulheres

Ferramenta permite que os policiais otimizem seus deslocamentos
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  • No primeiro trimestre de dois mil e vinte e seis, foram registradas vinte e quatro vítimas de feminicídio no Rio Grande do Sul, aumento de cinquenta por cento em relação ao mesmo período de dois mil e vinte e cinco.
  • Em março, foram quatro feminicídios, frente a três em março do ano anterior.
  • A Brigada Militar lançou uma ferramenta baseada em algoritmos integrada ao Sistema de Planejamento e Estatística para otimizar as rotas da Patrulha Maria da Penha e identificar vítimas com maior risco.
  • A roteirização usa análise geoespacial para gerar trajetos prioritários, visando ampliar a cobertura e descentralizar o atendimento.
  • A inovação também está sendo aplicada para organizar visitas preventivas das Patrulhas Escolares a instituições de ensino em todo o estado.

A Brigada Militar do Rio Grande do Sul anunciou a implantação de uma ferramenta baseada em algoritmos para ampliar a proteção a mulheres e reduzir casos de feminicídio no estado. A novidade integra o SPE, sistema de planejamento e estatística utilizado pela corporação desde julho de 2025.

A medida surge após o registro de 24 vítimas de feminicídio no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 50% ante o mesmo período de 2025, segundo dados da SSP-RS. Entre os meses, março registrou quatro casos, ante três em março de 2025.

O objetivo é otimizar rotas da Patrulha Maria da Penha e ampliar a atuação das equipes, com análise geoespacial que aponta trajetos prioritários para atendimento rápido a situações de risco. A mudança busca reduzir o tempo de resposta.

O coordenador estadual das Patrulhas Maria da Penha, tenente-coronel Cristiano Moraes, explicou que o sistema gera roteiros com maior cobertura e priorização de áreas com maior incidência de ocorrências, aumentando a capacidade de atuação.

O comandante-geral, coronel Luigi Gustavo Soares Pereira, ressaltou que a meta é ampliar a área atendida pelas patrulhas e disponibilizar equipes para ações de proteção às mulheres, sem deixar de lado as visitas preventivas.

Major Ademir Henz, outro coordenador do projeto, informou que o algoritmo reforça o cumprimento de medidas protetivas, ao direcionar recursos para os casos com maior risco, potencializando a eficácia da atuação policial.

Além do enfoque na proteção, a inovação também está sendo utilizada para organizar visitas preventivas das Patrulhas Escolares a instituições de ensino em todo o estado, ampliando a vigilância e o acompanhamento.

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