- Haddad busca apoio de Gilberto Kassab, presidente do Partido Social Democrata, para ampliar a disputa a governador de São Paulo.
- Kassab diz que o suporte à reeleição de Tarcísio de Freitas está assegurado, enquanto o PT tenta capitalizar a maior divisão do centro político.
- Jilmar Tatto sugeriu Alda Marco Antonio como vice ideal para Haddad; Kassab afirma que o jogo já está feito, com aliança com o campo da centro-direita.
- Felício Ramuth deixou o PSD para o MDB, mantendo dobradinha com Tarcísio; o PSD ficou fora da chapa ao Senado em São Paulo.
- Haddad estuda conversar com Tabata Amaral para possível vice, mas a parlamentar afirmou que disputará mais um mandato na Câmara; Kassab sinaliza palanque forte com Caiado e Tarcísio.
O PT pretende atrair apoio de Gilberto Kassab, presidente do PSD, para a candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, mesmo com o sinal verde de Kassab para a reeleição de Tarcísio de Freitas. A estratégia envolve explorar tensões entre Kassab e o governador, buscando ampliar o espaço de Haddad no Estado.
Kassab afirma que o palanque paulista está definido ao lado de Tarcísio, enquanto o PT busca abrir brechas para uma aliança. A cúpula petista aposta na divisão do centro político para ampliar a base de Haddad, com Lula apoiando a leitura de que o espectro central pode favorecer a oposição ao governo atual.
Interlocutores próximos a Kassab sugerem que o ex-vice-governador Felício Ramuth valorizou acordos internos que resultaram na troca de sigla para o MDB, fortalecendo a dobradinha com Tarcísio. O PSD ficou fora da chapa ao Senado em São Paulo, ajuste que compõe o cenário regional.
Contexto político e estratégias
Kassab mantém a posição de que o PSD fará palanque forte com Caiado e com Tarcísio, sinalizando que não houve rupture significativa com o grupo do governador. Em resposta, Haddad tem avaliado conversas com Kassab e com a deputada Tabata Amaral para discutir possíveis cenários de governo, incluindo nomes que poderiam compor o projeto do PSB no estado.
Haddad, que desde a saída da Fazenda tem buscado ouvir especialistas de áreas como saúde, educação e transporte, pretende apresentar uma leitura detalhada do estado para embasar propostas de governo. Questionado sobre a viabilidade de um acordo com Kassab, o ex-ministro enfatiza o objetivo de ampliar a margem de Haddad em São Paulo.
No campo da política federal, Kassab é visto como articulador com experiência no governo federal anterior, o que o torna peça-chave em negociações que envolvem coalizões regionais. O PSD paulista mantém um discurso de protagonismo na centro-direita, ao mesmo tempo em que observa oportunidades na esquerda.
Fontes próximas ao PSD indicam que o partido tem capital político relevante em prefeitos, deputados e governadores, o que reforça a importância de uma leitura cuidadosa dos cenários eleitorais. A partir de agora, as articulações devem manter o equilíbrio entre alianças regionais e estratégicas nacionais.
O PT continua monitorando o jogo político para ajustar a agenda de Haddad. O objetivo é ampliar o alcance da candidatura no interior e nas regiões onde o petismo tenta consolidar apoio, sem abrir mão de reforçar a atuação em temas estruturais para o estado.
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