- Augusto Cury, médico psiquiatra e escritor de autoajuda, tornou-se pré-candidato à Presidência pelo Avante, propondo uma “terceira via” diante da polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro.
- Ele afirma que entra na política para enfrentar a “era da desesperança”, buscando combinar projetos e pacificação, sem apoiar nenhum lado específico.
- A trajetória dele inclui sucesso editorial com livros de linguagem simples voltados ao grande público, como referência de autor brasileiro com maior venda após Paulo Coelho.
- O eixo político de Cury é o conceito “cap social”: união de coração social, mente capitalista e um Estado enxuto, mediador e capaz de proteger quem fica à margem.
- Em relação às lideranças atuais, ele elogiou aspectos de Lula e apontou virtudes de Flávio Bolsonaro sem apoiar abertamente nenhum, buscando atrair eleitores de diferentes campos.
O escritor Augusto Cury, conhecido por obras de autoajuda, anunciou a pré-candidatura à Presidência pelo Avante. A decisão vem em meio à polarização entre Lula, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL. Cury pretende ocupar o espaço da chamada terceira via, com foco em projetos e pacificação.
Antes de apostar na política, Cury já era um dos maiores nomes do mercado editorial brasileiro, com venda estimada em mais de 30 milhões de livros. O médico nasceu em Colina, interior de São Paulo, e construiu carreira em medicina, psiquiatria e psicoterapia.
Quem é Augusto Cury
Formado em Medicina, Cury se tornou autor popular ao traduzir temas de ansiedade, emoção e educação em linguagem acessível. O primeiro sucesso de grande alçada foi lançado em 2002 pela Sextante, abrindo caminho para uma série de títulos de alto público.
A virada ocorreu quando ele expandiu a atuação para além da autoajuda tradicional, incluindo romances como O Vendedor de Sonhos (2008). A partir daí, passou a realizar palestras, cursos e produtos associados, consolidando-se como fenômeno editorial.
Por que entrar na política
A entrada na política em 2026 marca a primeira incursão formal de Cury em partidos. Em entrevista à Itatiaia, ele disse que é uma terceira via consciente, não apenas por oposição à polarização, mas por uma proposta de diálogo entre propostas de governo.
Entre os motivos citados pelo escritor estão a high taxa de jovens sem estudo e emprego, o isolamento emocional crescente e a questão da intoxicação digital. Também aponta feminicídio e sofrimento psíquico como preocupações centrais.
Ideia de governo e o rótulo cap social
Cury descreve seu eixo político como cap social, combinando um coração social com uma mente capitalista. Defende Estado enxuto, eficiente e mediador, capaz de corrigir injustiças e ampliar oportunidades. Pratica visão de ponte entre capitalismo e proteção social.
Ao discutir coalizões ideológicas, o autor evita alinhar-se a Lula ou a Flávio Bolsonaro de forma direta, buscando extrair aspectos positivos de cada lado para construir uma postura anti-polarização.
Referências na mídia e contexto eleitoral
A candidatura de Cury reacende debate sobre a participação de figuras da mídia na política brasileira. Casos históricos incluem Silvio Santos, Luciano Huck e Datena, com desenlaces variados, refletindo a complexidade do caminho rumo ao Planalto.
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