- O presidente do INSS foi demitido; Gilberto Waller assumiu há 11 meses, substituindo Alessandro Stefanutto após o descobrimento de um esquema bilionário de descontos indevidos a aposentados e pensionistas, com ressarcimento de R$ 3 bilhões a mais de 4,4 milhões de segurados.
- A nova presidente é Ana Cristina Viana Silveira, que já atuava no governo desde 2003 e chega para ampliar a capacidade de análise e reduzir a fila de atendimento.
- A troca visa melhorar a imagem do INSS e dar continuidade a medidas de estruturação da área.
- No último mês, foram concluídos mais de 1,6 milhão de processos, um recorde histórico; a fila caiu de 3,1 milhões para 2,7 milhões, ainda quase o dobro do início de 2023.
- A Polícia Federal vai ouvir 35 pessoas após a delação de Maurício Camisotti, apontado como peça-chave nas fraudes.
O presidente do INSS foi demitido e o governo indicou mudanças para reduzir a fila de atendimento e enfrentar fraudes no instituto. Gilberto Waller assumiu o cargo com a missão de zerar a espera por serviços. Ele ficou no posto por 11 meses, substituindo Alessandro Stefanutto, afastado após a identificação de um esquema de descontos indevidos a aposentados e pensionistas.
A troca de comando envolve ainda uma nova liderança para tentar reconstruir a imagem do INSS. Ana Cristina Viana Silveira, que assume a presidência, atuava como secretária-executiva adjunta do Ministério da Previdência Social. Ela é servidora de carreira desde 2003 e já integrou o Conselho de Recursos da Previdência Social.
Silveira chega com foco em ampliar a capacidade de análise do órgão, considerada vital para reduzir a fila de atendimento. Em seu histórico, destaca-se a gestão anterior do Conselho de Recursos, com resultados apontados pela documentação institucional.
No último mês, o INSS registrou recorde ao concluir mais de 1,6 milhão de processos. A fila caiu de 3,1 milhões para 2,7 milhões de pessoas, ainda acima do nível de início de 2023. Mesmo com a redução, o backlog permanece próximo do dobro do registrado no começo do governo.
A Polícia Federal instaurou uma força-tarefa para ouvir 35 pessoas ligadas às fraudes. A ação decorre de delação apresentada pelo empresário Maurício Camisotti, apontado como peça-chave no esquema. Waller não comentou publicamente sobre o caso.
Ao longo de 2024, o instituto tem sido alvo de ajustes para melhorar o atendimento e coibir irregularidades. Até o momento, não houve confirmação sobre novas medidas específicas além da reorganização de comando e de processos internos.
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