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Túnel Santos-Guarujá pode começar em 2026, diz Alckmin

Alckmin aponta início em 2026; túnel imerso demanda 48 meses e deve ser concluído em 2030, com empréstimo de R$ 2,5 bilhões garantido pela União

O vice-presidente Geraldo Alckmin disse que exigências do TCU não devem atrasar a obra no litoral paulista
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  • O túnel imerso Santos-Guarujá pode começar ainda em 2026, segundo o vice‑presidente Geraldo Alckmin, após o financiamento do Banco do Brasil ao governo de São Paulo ser oficializado.
  • A estimativa de prazo de execução é de 48 meses, o que levaria a conclusão da obra em 2030.
  • A concessionária Mota‑Engil venceu o leilão em 2025 para executar o projeto e já foi confirmada pelo governo; a obra recebeu licença ambiental prévia da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
  • O Banco do Brasil assinou contrato de crédito de 2,5 bilhões de reais com o Estado de São Paulo para financiar parte do túnel, com garantias da União e juros de CDI mais 1,59 por cento.
  • O projeto total tem valor estimado de 6,8 bilhões de reais, com aporte também do governo federal e da iniciativa privada; o túnel terá três faixas de rolamento e ciclovia, conectando Santos a Guarujá pelo canal portuário e beneficiará cerca de sete milhões de pessoas.

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a construção do túnel imerso Santos–Guarujá pode começar ainda em 2026. A declaração ocorreu durante o evento que oficializou o financiamento do Banco do Brasil ao governo de São Paulo para a obra.

A estimativa de prazo para a execução é de 48 meses, apontando conclusão prevista para 2030. A concessionária vencedora do leilão, a Mota-Engil, já foi confirmada pelo governo. A licença ambiental prévia foi emitida pela CETESB, permitindo avançar com o projeto.

EXIGÊNCIAS DO TCU

O ministro dos Portos e Aeroportos, Tomé Franca, disse que as exigências de governança do TCU não devem atrasar o cronograma. Em março, o órgão suspendeu repasses federais à PPP do túnel, impactando cerca de R$ 2,6 bilhões que a APS pretendia aportar.

O relator Bruno Dantas apontou ausência de instrumentos jurídicos adequados para assegurar o controle dos recursos da União. A medida acentuou tensões entre governos federal e estadual sobre o financiamento da obra.

CRÍTICAS À GESTÃO ANTERIOR

Alckmin afirmou que o governo anterior não liberava recursos. O ministro da Fazenda, Durigan, comentou que o início da gestão trouxe uma nova perspectiva para tratar recursos de estados e municípios e citou pendências herdadas.

O túnel Santos–Guarujá envolve disputas entre o governo federal, liderado pelo Palácio do Planalto, e o governo de São Paulo. O projeto visa integrar o litoral com avanços logísticos e urbanos.

FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO

Nesta segunda-feira, o Banco do Brasil assinou contrato de crédito de R$ 2,5 bilhões com o Estado de São Paulo para financiar parte do túnel. O empréstimo terá prazo de 23 anos e juros CDI+1,59%, com garantia da União.

O custo total da obra é estimado em R$ 6,8 bilhões. Além do aporte federal de R$ 2,5 bilhões, o investimento privado deve chegar a R$ 1,7 bilhão. O contrato foi assinado em ato na sede do BB, em São Paulo.

RESULTADOS ESPERADOS

O túnel deverá reduzir o tempo de travessia de cerca de 50 minutos para aproximadamente 5 minutos. A obra prevê três faixas de circulação e uma ciclovia, beneficiando cerca de 7 milhões de pessoas da região.

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