- Péter Magyar venceu a eleição na Hungria e prometeu mudanças constitucionais para fortalecer a democracia.
- Uma das primeiras medidas anticorrupção envolve a criação de um gabinete que supervisionará todo o governo.
- Magyar quer alterar a Constituição para limitar a dois mandatos do primeiro-ministro e restaurar o estado de direito.
- Ele afirmou que o objetivo é liberar fundos da União Europeia e reduzir a corrupção que, segundo ele, afeta a economia do país.
- O líder pediu transferência rápida do poder e a renúncia do presidente do Parlamento para viabilizar a transição.
Péter Magyar, vencedor das eleições na Hungria, anunciou planos de mudar a Constituição para restaurar padrões democráticos. O objetivo é reduzir a influência do governo atual e ampliar o controle sobre a gestão pública, segundo a leitura apresentada por sua equipe.
Ele afirmou que uma das primeiras medidas anticorrupção será a criação de um gabinete que supervise todo o funcionamento do setor público, com fiscalização ampliada sobre contratos e fundos, incluindo recursos da União Europeia. A promessa surge em meio a críticas sobre o uso de recursos comunitários.
Magyar assinou vitória expressiva, declarando que o país deseja permanecer plenamente na Europa. O bloco recebeu os sinais de mudança com reservas, observando que reformas profundas serão necessárias para liberar financiamentos.
Plano político e cenário europeu
O Tisza, partido de Magyar, conquistou dois terços do Parlamento, o que pode facilitar aprovações legislativas, inclusive mudanças constitucionais. Analistas destacam que, mesmo com maioria, reformas exigem tempo e pactos com os demais poderes.
O atual primeiro-ministro Viktor Orbán esteve no poder por 16 anos. Acrosso com o bloco europeu e autoridades de direitos humanos resultou em atrasos e congelamento de financiamentos. Orbán tem sido alvo de críticas por centralização de poder.
Magyar afirmou que uma de suas prioridades é estabelecer limites de mandato para o cargo de primeiro-ministro, propondo que o primeiro-ministro não possa se reeleger. A proposta visa fortalecer freios e contrapesos no sistema político.
Transferência de poder e próximos passos
O líder do Tisza pediu ao presidente da Hungria a garantia de uma transferência de poder rápida, incluindo a necessidade de reorganizar o Parlamento dentro de 30 dias. A transição, segundo ele, deve ocorrer com clareza e respeito às regras constitucionais.
O presidente do país, figura majoritariamente cerimonial, precisa nomear o novo governo e convocar um novo Parlamento. O caminho institucional dependerá de negociações entre as forças políticas e órgãos de governo.
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