- A CPI do Crime Organizado rejeitou o relatório final que pedia o indiciamento de três ministros do STF e do procurador-geral da República; o placar ficou em seis votos contrários e quatro a favor.
- O relator, senador Alessandro Vieira, afirmou haver indícios de crimes de responsabilidade e citou barreiras políticas durante as investigações.
- Segundo Vieira, os ministros citados deveriam ter se declarado suspeitos no caso do banco Master no STF, por ligações com o dono da instituição, Daniel Vorcaro.
- Votos contrários ao relatório: Beto Faro, Teresa Leitão, Otto Alencar, Humberto Costa, Soraya Thronicke e Rogério Carvalho.
- Votos a favor do relatório: Alessandro Vieira, Magno Malta, Eduardo Girão e Esperidião Amin.
A CPI do Crime Organizado rejeitou nesta terça-feira (14) o relatório final que pedia o indiciamento de três ministros do STF e do Procurador-Geral da República. A sessão ocorreu na Câmara dos Deputados, em Brasília, após meses de investigação.
O placar ficou 6 votos contrários ao relatório e 4 a favor. Os parlamentares que votaram contra foram Beto Faro, Teresa Leitão, Otto Alencar, Humberto Costa, Soraya Thronicke e Rogério Carvalho.
Entre os que votaram a favor, estiveram Alessandro Vieira, Magno Malta, Eduardo Girão e Esperidião Amin.
Resultado da votação
O texto do relator Alessandro Vieira apontava indícios de crimes de responsabilidade envolvendo ministros do STF e o PGR, além de citar proximidade com o dono do banco Master, Daniel Vorcaro, para justificar suspeição.
O relatório também acusava limitações de recursos e barreiras políticas durante as investigações, segundo o relator, o que, na prática, dificultou a coleta de informações sobre figuras de alta relevância institucional.
A decisão da CPI mantém a linha de não indiciar, ao menos por ora, os membros citados, abrindo espaço para novas frentes de apuração dentro do mesmo tema.
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