- STF reconhece que a inclusão indevida dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes no rol de indiciados na CPI do Crime Organizado é inadequada.
- Edson Fachin afirmou que a CPI precisa atuar dentro dos limites constitucionais e com objetivo definido, sem desvios de finalidade.
- O presidente do STF divulgou nota ressaltando que desvios temáticos nas CPIs ameaçam direitos fundamentais e a democracia.
- Mais cedo, a CPI rejeitou o relatório apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
- Fachin demonstrou solidariedade aos ministros citados e reforçou a ideia de que ninguém está acima da lei, mantendo a independência entre os Poderes.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, criticou nesta terça-feira a inclusão indevida dos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes no rol de indiciados do relatório da CPI do Crime Organizado, no Senado Federal. A declaração foi divulgada pelo STF.
Fachin afirmou que a CPI é uma garantia fundamental da democracia, mas deve atuar dentro dos limites constitucionais e com os objetivos que motivaram sua criação. Desvios de finalidade dessas comissões enfraquecem a democracia e atingem direitos de cidadãos.
Mais cedo, a CPI rejeitou o relatório apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Em tom semelhante, André Mendonça ressaltou a necessidade de respeito à pertinência temática e à independência do Legislativo.
Nota do STF sobre o relatório da CPI
A Presidência do STF repudia a indevida inclusão e o alegado envolvimento dos ministros Moraes, Toffoli e Mendes no relatório da CPI do Crime Organizado. A nota destaca a função de fiscalização dentro dos limites constitucionais.
Desvios de finalidade temem a fragilidade de pilares democráticos e de direitos fundamentais. Ninguém está acima da lei; a independência entre os Poderes deve ser preservada na apuração de fatos.
O STF reitera que seguirá firme na missão de guardar a Constituição e proteger as liberdades democráticas, mantendo respeito à independência entre os Poderes da República. A Presidência também manifesta solidariedade aos ministros mencionados.
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