- A sabatina do advogadogeral da União Jorge Messias está prevista para o dia 29, para abrir caminho à eventual indicação ao STF.
- O tribunal vive forte divisão: um grupo com Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin pressiona Fachin a defender publicamente os ministros, enquanto o ministro foca em avançar um código de ética e evitar posicionamento público sobre as apurações.
- O presidente do STF, Edson Fachin, recebe apoio de Luiz Fux, Cármen Lúcia e André Mendonça, que é relator do caso Master.
- Kassio Nunes Marques funciona como pêndulo entre as alas; Dias Toffoli tende a apoiar a ala contrária a Fachin.
- No Senado, aliados de Messias trabalham com margem entre 48 e 52 votos, mas a oposição e parte do centro avaliam que ele pode não chegar a 35 votos; ainda não está claro se Messias se alinhá- ficará a uma das alas.
Jorge Messias, atual advogado-geral da União, busca a confirmação no Senado para integrar o Supremo Tribunal Federal. A sabatina está prevista para o dia 29. A tramitação envolve disputas internas no STF sobre como reagir a investigações relacionadas a ministros.
O tribunal está dividido entre alas que defendem uma posição pública mais firme em defesa dos magistrados citados e aquelas que promovem cautela. Fachin prefere avançar com ética institucional e evitar defesas públicas abertas para os nomes citados.
Do lado das vozes mais firmes, Gilmar Mendes, Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin defendem uma reação política coordenada. Do outro, Fachin e aliados buscam conter a exposição pública dos integrantes citados.
O apoio ao nome de Messias diverge entre senadores. Mendonça tem posição pró-aprovação e atua para angariar votos na oposição. Kassio Nunes Marques funciona como ponte entre os blocos, enquanto Toffoli tende a apoiar a linha contrária a Fachin.
Contexto no STF
Segundo apuração da imprensa, aliados de Messias estimam margem de 48 a 52 votos no Senado para a confirmação. Já oposicionistas avaliam que a votação poderia ficar abaixo de 35 acenos, dependendo de negociações.
A visão de Mendonça desde o começo é facilitar a aprovação, buscando votos tanto entre governistas quanto em setores contrários. Gilmar confirmou apoio recente a Messias, mantendo diálogo com o entorno do presidente Lula.
Ainda não está claro se Messias optará por aderir a uma das alas ou manter posição independente até a sabatina. A situação demonstra a delicadeza das alianças no STF e no Senado.
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