- Rui Costa Pimenta, presidente do PCO, criticou a tentativa de aproximação entre PT e PSDB em São Paulo, chamando-a de “desespero” da esquerda.
- O dirigente afirmou que o PT tenta uma frente com o que chamou de “sombra da burguesia”, associando o movimento a políticas de setores descartados pela burguesia.
- Pimenta também classificou como inacreditáveis os elogios de Fernando Haddad ao PSDB, mesmo com o PT buscando formar alianças no estado.
- O PT paulista busca atrair partidos de centro-direita para derrotar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos); há conversas com siglas como PSD, além de apoio de setores do agronegócio.
- O PSDB paulista negou qualquer aproximação com o PT para as eleições de 2026 e manteve que o partido é adversário histórico do PT; o partido também enfatizou Paulo Serra como opção centrada aos eleitores.
O presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, criticou a tentativa de aproximação entre PT e PSDB em comentário feito durante análise política na Rádio Causa Operária, nesta terça-feira, 14 de abril de 2026. A fala foi compartilhada nas redes sociais do partido.
Pimenta classificou a aproximação como um desespero do PT em São Paulo e disse achar inacreditáveis os elogios do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao PSDB. Segundo ele, o PSDB representa um grupo político já desgastado.
Para o dirigente do PCO, a frente ampla proposta envolve uma sombra da burguesia, caracterizando os chamados burgueses que teriam sido descartados pela burguesia. Ele afirmou que a formação de alianças com setores tradicionais enfraquece a esquerda.
Posição oficial do PSDB e respostas
O PT paulista busca apoio de partidos de centro-direita para vencer o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na eleição de 2026. As conversas incluem também o PSD e o agronegócio, para ampliar a base de apoio da chapa.
A Executiva Nacional do PSDB negou qualquer possibilidade de aproximação com o PT para 2026, reforçando que PT e PSDB são adversários históricos. A nota destacou que não houve diálogo para firmar aliança.
O PSDB ressaltou outra linha de ação, citando Paulo Serra como uma possibilidade de alternativa ao centro, buscando distância da polarização entre PT e PL. O partido também mantém a figura de Aécio Neves como representante de uma agenda de centro democrático.
Entre na conversa da comunidade