- O relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira, rebate críticas de ministros do STF e afirma que não se curva diante de ameaças.
- O parecer da CPI pede o indiciamento dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
- Vieira disse ter recebido “ameaça direta” de ministros durante a comissão.
- Gilmar Mendes classificou o pedido de indiciamento como um “erro histórico” e disse que não tem base legal.
- Toffoli afirmou que atacar as instituições é atacar a democracia; nas redes, o ministro Flávio Dino manifestou solidariedade aos citados.
Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado, rebateu críticas de ministros do STF após serem citados no parecer. O pedido é pelo indiciamento de Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e do procurador-geral Paulo Gonet. Vieira afirmou que não se curva diante de pressões e ameaças, mantendo o relatório apresentado.
O documento elaborado pela CPI aponta gravações e relatos que, segundo o relator, configuram abuso de poder e crimes de responsabilidade. Vieira também informou ter recebido ameaças diretas de ministros, que teriam sugerido cassação ou inelegibilidade do parlamentar.
Reações dos ministros
Gilmar Mendes classificou o ato como erro histórico e disse que o indiciamento não possui base legal, criticando o uso da CPI para fins de constrangimento institucional. Toffoli afirmou que ataques às instituições representam ataque à democracia e pediu cuidado com medidas contra o voto popular.
O ministro Flávio Dino, nas redes sociais, apoiou os três colegas citados, destacando a necessidade de critério e respeito às instituições. Ele enfatizou que críticas e investigações devem seguir dentro da dignidade das pessoas e da democracia.
Entre na conversa da comunidade