- Adnan Demachki foi prefeito de Paragominas, no Pará, conduzindo uma gestão pautada em dados, pactos locais e visão de longo prazo para o desenvolvimento sustentável.
- Em dois mil e oito, Paragominas saiu da lista suja de desmatamento após enfrentar crise econômica, social e reputacional, adotando uma abordagem baseada em evidências.
- Nasceu o “Município Verde”, um pacto coletivo que reuniu produtores rurais, empresarial, sociedade civil, pesquisadores e governos para produzir, crescer e conservar ao mesmo tempo.
- Ele mostrou que política ambiental bem-sucedida depende de adesão local e diálogo, tratando a população como parceira da solução.
- O legado envolve Paragominas como referência nacional e internacional, referência citada na COP trinta em Belém e no livro A Era da Natureza, destacando liderança colaborativa na Amazônia.
Adnan Demachki, prefeito de Paragominas, no Pará, é lembrado como referência de gestão baseada em dados, pactos locais e visão de longo prazo. Sua liderança transformou a região em exemplo de desenvolvimento sustentável na Amazônia.
A trajetória começa com a crise de 2008, quando Paragominas entrou na lista suja do desmatamento. Em vez de culpar outros, ele apostou na análise de dados, no diálogo com especialistas e na participação da comunidade para reverter o quadro.
O projeto ganhou forma como o Município Verde, um pacto social que reuniu produtores, empresários, sociedade civil, pesquisadores e governos. Não houve confrontos: houve cooperação para produzir, crescer e conservar simultaneamente.
O legado vai além do ambiente. A aposta foi em políticas públicas ancoradas na participação local, assegurando adesão da população como parte da solução. Resultado: o município deixou de ser entry a dos maiores desmatadores.
Paragominas passou a ser referência nacional e internacional, provando que desenvolvimento econômico e conservação ambiental podem andar juntos quando há coordenação e responsabilidade compartilhada.
No livro *A Era da Natureza*, apresentado na COP30 em Belém, Demachki narra um momento de crise em que ofereceu renúncia e enfrentamento. A decisão coletiva foi seguir adiante, revelando seu estilo de liderança: decisivo, mas coletivo.
A experiência da cidade ganhou relevância em meio à polarização sobre a Amazônia, ilustrando caminhos que funcionam com alianças amplas, inovação institucional e foco em resultados concretos.
A ausência de Adnan deixa um vazio, mas o legado permanece como guia para quem busca modelos de gestão que unem pessoas, território e sustentabilidade de forma contínua.
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