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Como governo negocia cargos para aprovar Jorge Messias no STF

Governo negocia vagas em agências reguladoras para obter votos no Senado e aprovar Jorge Messias no STF, sabatina marcada para 28 de abril

Jorge Messias fez peregrinação pelos gabinetes dos senadores em busca de votos (Foto: Andressa Anholete/Agência Senad)
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  • O governo busca obter votos no Senado para aprovar Jorge Messias no STF oferecendo cargos em agências reguladoras como moeda de troca.
  • A sabatina está marcada para 28 de abril, após meses de resistência e negociação para consolidar uma maioria favorável.
  • A estratégia envolve diretorias vagantes na Anac, Anatel e Cade, órgãos que controlam setores econômicos importantes.
  • A previsão é alcançar pelo menos 48 votos favoráveis, acima dos 41 necessários para aprovação.
  • Especialistas e oposição criticam a prática, considerando-a uma forma de barganha que pode criar desequilíbrios entre os poderes.

O governo Lula intensificou a articulação política para aprovar Jorge Messias no STF. A sabatina está marcada para 28 de abril no Senado, após meses de resistência, visando consolidar uma maioria favorável ao advogado-geral da União.

Para destravar a indicação, o Palácio do Planalto ofereceu diretorias em agências reguladoras, como Anac, Anatel e Cade. Esses cargos controlam setores-chave da economia, o que torna o acordo atraente para vários partidos.

Essa estratégia busca somar votos suficientes no plenário para além dos 41 necessários, estimando chegar a 48 votos favoráveis. O objetivo é superar o obstáculo inicial à nomeação.

Contexto e negociação

As agências reguladoras fiscalizam serviços de empresas privadas em áreas como aviação, telecomunicações e energia. Ter aliados nessas diretorias amplia influência sobre setores vitais do país.

Atraso na sabatina, de quase cinco meses, refletiu um embate entre Executivo e Legislativo. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manteve a pauta para ampliar o poder de barganha dos senadores.

Críticas e avaliação

A oposição e a bancada evangélica contestam Messias por posicionamentos da AGU, incluindo parecer favorável ao aborto em casos avançados. Também destacam referências a episódios polêmicos no governo Dilma Rousseff.

Especialistas veem a articulação como uma disfunção potencial do processo, que costuma combinar mérito técnico com negociação política. Avaliam que o Senado pode transformar a aprovação em um balcão de negócios.

*Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra, leia a reportagem completa.*

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