- O governo negocia cargos em agências reguladoras para viabilizar a indicação de Jorge Messias ao STF, ampliando a articulação política.
- A sabatina ficou marcada para 28 de abril, e o governo avalia que Messias já tem cerca de 48 votos no Senado, acima dos 41 necessários.
- Cargos usados na negociação incluem diretorias na Anac, Anatel, ANM, ANA, CVM e Cade, estruturas com influência sobre setores estratégicos.
- A demora da sabatina, perto de cinco meses, evidenciou disputa de espaço entre Executivo e Legislativo e deu ritmo a concessões políticas.
- A oposição pretende desgastar Messias durante a sabatina na CCJ, aproveitando o momento para mobilizar a base e questionar posicionamentos.
Em busca de votos para aprovar a indicação de Jorge Messias ao STF, o governo Lula ampliou a articulação política e abriu espaço em agências reguladoras. A manobra ocorre após meses de resistência no Senado, e poucos dias antes da sabatina marcada.
Segundo relatos de líderes, Messias já pode contar com aproximadamente 48 votos, acima do mínimo de 41. O cenário contrasta com o fim de 2025, quando a indicação enfrentou forte oposição ao Senado.
A estratégia envolveu oferecer cargos em agências reguladoras, onde há vagas em aberto ou por liberar. Entre os órgãos citados estão Anac, Anatel, ANM, ANA, CVM e Cade, com atuação sobre setores estratégicos da economia.
Messias participou de reunião com o senador Weverton Rocha, relator da indicação no Senado. O parlamentar apresentou parecer favorável à sua confirmação na CCJ, abrindo caminho para a sabatina.
Antes disso, houve encontro entre Davi Alcolumbre e o presidente Lula no Planalto, em preparação para a sabatina. A reunião ocorreu antes da posse do novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães.
Líderes ouvidos pelo jornal apontam que a combinação de prazo e concessões políticas, ao longo de meses, ajudou a destravar a indicação. A resistência inicial diminuiu com a reaproximação entre Lula e Alcolumbre.
A oposição informou que pretende trabalhar para desgastar Messias na sabatina da CCJ, mesmo diante de uma rejeição improvável. Questionamentos devem viser a atuação em temas sensíveis, como aborto, segundo a oposição.
Analistas destacam que a sabatina tende a revelar mais a força política do que avaliar estritamente a qualificação técnica. O Senado tem autonomia para conduzir a análise, com base em critérios políticos.
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