- O novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), afirmou que a prioridade é recompor a relação entre o governo e o Senado, acelerando votações.
- Guimarães estava cotado para disputar o Senado pelo Ceará, mas abriu mão a pedido do presidente, afirmando ter me preparado para a disputa.
- A reorganização da base no Senado envolve diálogo com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, para avançar pautas como o fim da escala 6 X 1 e a Proposta de Emenda à Constitucional da Segurança Pública, com voto esperado até julho.
- O projeto dos aplicativos deve ficar para depois das eleições, por falta de consenso entre os poderes.
- O governo planeja um pacote para reduzir o endividamento das famílias, com foco em crédito e no custo da dívida, atribuindo parte dos problemas às altas taxas de juros.
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães (PT), afirmou nesta quinta-feira 16 de abril de 2026 que a prioridade da sua gestão é recompor a relação do governo com o Senado Federal, buscando acelerar votações relevantes. O anúncio ocorreu durante café com jornalistas no Palácio do Planalto, com foco na melhoria do relacionamento com o Congresso.
Guimarães era cotado para disputar o Senado pelo Ceará como parte da estratégia do governo Lula para ampliar a base na Casa. O ministro disse ter desistido da disputa a pedido do presidente, causando uma decisão considerada dolorosa, mas necessária para atender ao desenho político atual.
A interlocução entre Planalto e o Senado, especialmente com o presidente Davi Alcolumbre (União-AP), vinha apresentando entraves. A reforma prevista inclui a conclusão da pauta prioritária, como o fim da escala 6 X 1 e a PEC da Segurança Pública, com votação prevista até julho.
Reorganização da base
O ministro afirmou que a agenda depende do diálogo direto com Alcolumbre, iniciado recentemente. Guimarães destacou a necessidade de resgatar a harmeda relação entre Executivo e Legislativo para avançar temas sensíveis e evitar novos entraves.
A cúpula do Planalto pretende também intensificar medidas para reduzir o endividamento familiar, com pacote que prioriza crédito e custo da dívida. Guimarães associou o problema a juros elevados e afirmou que o Banco Central já não tem espaço para iniciar um ciclo de queda imediato.
Perspectivas eleitorais e palanques
Sobre a campanha eleitoral, Guimarães ressaltou a importância da reorganização de palanques regionais, citando São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro como pontos estratégicos. Houve menção a uma possível aproximação com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) como potencial fator de ganho em Minas.
O ministro sinalizou que, na prática, o governo deve manter o foco em entregar medidas econômicas e sociais e consolidar a base aliada antes do início efetivo da campanha. Questionamentos sobre o ritmo da campanha não receberam resposta além da afirmação de que não há preocupação com pesquisas naquele momento.
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