- O secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., testemunhou diante do Comitê de Formas de Receita da Câmara pela primeira vez desde setembro, defendendo um corte de mais de 12% no orçamento do ministério e respondendo a críticas dos democratas.
- Kennedy participou de uma série de audiências previstas ao longo da próxima semana, enfatizando ações de reforma das diretrizes dietéticas e combate a desperdícios, fraudes e abusos.
- Os republicanos elogiaram Kennedy como uma “lufada de ar fresco” e pediram que ele destaque as ações recentes do ministério; os democratas questionaram o que consideram contradições com o governo Trump, além de críticas às mensagens sobre vacinas.
- Um momento acalorado ocorreu em discussão com a deputada Linda Sánchez sobre lambança de comunicação pública da CDC sobre vacinação, ligada a surtos de sarampo, com Kennedy evitando responder diretamente.
- Kennedy também se viu envolvido em nova controvérsia após negar ter feito comentários sobre crianças negras e “re-parentização”, enquanto democratas o pressionaram para esclarecer declarações feitas em 2024.
O ministro da Saúde, Robert F. Kennedy Jr., testemunha hoje na Câmara dos Deputados, defendendo uma redução de pouco mais de 12% no orçamento da pasta. O depoimento ocorreu no Capitol, em Washington, diante do Committee Ways and Means, como abertura de uma série de audiências na semana.
Kennedy destacou o plano de reformar diretrizes dietéticas e de intensificar ações contra desperdício, fraude e abuso. A sessão marca a primeira aparição dele diante do Congresso desde setembro, em meio a cobranças de republicanos e críticas de democratas sobre mudanças na gestão.
Durante o encontro, republicanos elogiaram o chanceler como uma “lufada de ar fresco”, enquanto democratas pressionaram por explicações sobre cortes em programas e sobre mensagens ligadas à vacinação. Kennedy respondeu com tom firme, defendendo suas prioridades.
A standoff over measles
Foi discutida, entre alguns embates, a queda de apoio público à vacinação. Rep. Linda Sánchez questionou a redução de mensagens pró-vacina promovidas pela CDC e citou surtos de sarampo. Kennedy não respondeu diretamente, preferindo esclarecer outras considerações.
Sánchez questionou ainda se a decisão teve a bênção da administração anterior, mas Kennedy não confirmou esse ponto, elencando outros aspectos da gestão de saúde pública. A conversa evidenciou tensões entre o que tem sido divulgado e o que vem sendo adotado pelo governo.
RFK Jr. denies talking about Black children being re-parented
A cinegrafia do debate trouxe acusações de que Kennedy teria feito comentários sobre crianças negras serem reeducadas, o que o congressista Terri Sewell contestou veementemente. Kennedy negou ter feito as afirmações, alegando não reconhecer a frase citada.
A discussão voltou a tratar de debates passados do político, em tom mais acalorado. Kennedy insistiu que não proferiu as palavras atribuídas e destacou que o contexto envolve propostas de reabilitação e apoio a jovens em áreas rurais.
Civility amid sharp exchanges
O clima da audiência alternou entre momentos de cordialidade e atritos abertos. Alguns parlamentares buscaram perguntas diretas, enquanto Kennedy acusou adversários de distorção de fatos. A sessão deixou claro o retrato de uma relação tensa entre o possível reformista e a oposição.
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