- Alexandre Ramagem foi solto pelas autoridades de imigração dos Estados Unidos após dois dias detido; permanece no país enquanto aguarda a análise de um pedido de asilo político.
- Eduardo Bolsonaro afirmou que a liberação não está ligada a pedido de extradição feito pelo Brasil e que não haveria base para a entrega imediata ao Brasil.
- A libertação expõe contradições com informações iniciais da Polícia Federal sobre motivos migratórios para a prisão; defesa afirma que a situação migratória é regular devido ao pedido de asilo em análise.
- A Câmara aprovou moção para levar o caso a organismos internacionais, citando Ramagem como exemplo de suposta perseguição política e pedindo monitoramento internacional do STF.
- Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, foi preso na operação Compliance Zero; é suspeito de ter recebido pelo menos seis imóveis de alto padrão, avaliados entre R$ 140 milhões e R$ 146 milhões, como propina ligada a operações com o Banco Master.
O ex-deputado Alexandre Ramagem foi solto pela imigração dos Estados Unidos após dois dias detido. Está no país para aguardar a análise de um pedido de asilo político, e continuará lá enquanto o processo tramita.
Eduardo Bolsonaro afirmou que a liberação ocorreu sem relação com pedido de extradição feito pelo Brasil. Segundo ele, a versão reforça a ideia de que não há base para entrega imediata às autoridades brasileiras.
A defesa de Ramagem sustenta que sua situação migratória é regular, baseada no pedido de asilo em análise. A versão contrasta com informações iniciais da Polícia Federal apontando problemas migratórios como motivo da prisão.
A oposição vê a libertação como um revés para a estratégia do governo Lula, que buscava a repatriação do ex-deputado condenado a 16 anos pelo STF por integrar suposta cúpula do golpe.
Câmara aciona organismos internacionais contra STF
A Comissão de Relações Exteriores aprovou levar a denúncia a organismos internacionais, citando Ramagem como exemplo de suposta perseguição política. O texto pede monitoramento internacional das decisões da Corte.
Prisão ligada ao caso Banco Master
A Polícia Federal prendeu Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, em nova fase da Operação Compliance Zero. Ele é suspeito de facilitar operações sem lastro e de integrar esquema de fraudes desde 2025.
As investigações associam Costa a recebimento de pelo menos seis imóveis de alto padrão, avaliados entre R$ 140 milhões e R$ 146 milhões. Os bens teriam sido usados para viabilizar compras de carteiras de crédito sem lastro.
O inquérito aponta possível relação entre agentes públicos e o Banco Master, envolvendo lavagem de dinheiro e uso de estruturas financeiras complexas. A ação amplia o alcance da apuração sobre o caso.
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