- O governo afirmou que o primeiro-ministro não soube, até esta semana, que Lord Mandelson falhou a avaliação de segurança para ser embaixador no Estados Unidos.
- Segundo o governo, a decisão de contrariar a recomendação da agência de avaliação ficou a cargo de funcionários do Ministério das Relações Exteriores.
- Mandelson teve a liberação de segurança negada em janeiro de 2025, mas o Ministério das Relações Exteriores a reverteu para que ele pudesse assumir o posto em fevereiro de 2025.
- Mandelson já havia sido demitido como embaixador no ano passado devido a vínculos com Jeffrey Epstein, condenado por abusos sexuais.
- A líder conservadora, Kemi Badenoch, pediu a renúncia do primeiro-ministro, afirmando que ele induziu o Parlamento ao erro ao dizer que houve “devida due process” no processo.
O governo afirmou que o primeiro-ministro Keir Starmer não soube, até esta semana, que Lord Mandelson falhou na triagem de segurança para o posto de embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos. A decisão de ignorar a recomendação da agência de avaliação ficou a cargo de funcionários do Foreign Office.
A notícia surge após o Guardian relatar que Mandelson teve a clearance de segurança inicialmente negada, no fim de janeiro de 2025, mas acabou liberado pelo Foreign Office para assumir o posto. Mandelson foi nomeado em dezembro de 2024 e tomou posse em 10 de fevereiro de 2025.
Contexto da nomeação e controvérsia
Starmer afirmou, durante perguntas no Parlamento, que o processo completo foi seguido. O Ministério afirma que a triagem de segurança é conduzida por serviços independentes e é indispensável antes da nomeação. O caso já alimenta críticas sobre a gestão de segurança e transparência.
Repercussões políticas
Medições indicam que houve pressão para esclarecer se houve omissão ou conduta inadequada na comunicação ao Parlamento. O líder da oposição conservadora pediu a demissão de Starmer, citando a necessidade de manter padrões de confiança no governo. As informações não indicam posicionamento definitivo sobre futuras ações parlamentares.
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